Cultura Popular no Estado de São Paulo

Para os interessados em Cultura Popular de São Paulo

o SESC Consolação oferece um bate papo bem bacana.

Uma abordagem sobre as festas tradicionais, a culinária caipira e caiçara,

as danças, a oralidade, entre outras manifestações que compõem a

Cultura Popular no Estado de São Paulo.

Que comanda é o Prof. Toninho Macedo,

doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo,

educador, diretor artístico e pesquisador da Cultura Brasileira.

SErviço:

SESC Consolação – SP

R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque – SP

Grátis – Pegar ingresso 1h antes do Bate Papo

Sala Ômega.

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22 de Agosto foi o dia de comemorar o Folclore Brasileiro

Dia 22 Agosto – dia do Folclore Brasileiro.

Dia de celebrar o nosso tesouro, dia de celebrar a cultura criada, vivida, eternizada pelo nosso povo.

Tesouro que passamos de geração a geração, como um bem maior de um povo, aquele bem que define quem somos de verdade, aquele bem que garante para nosso filhos, netos e bisnetos a celebração da nossa origem.

E essa é, e sempre será a luta deste blog lembrar a quem o visita que somos brasileiros, não só na hora de torcer para a copa do mundo, mas lembrar no dia a dia da cultura pura, rica e genuina do nosso povo.

Mas o que é folclore? – fonte: Wikipédia

Folclore é um gênero de cultura de origem popular, constituído pelos costumes e tradições populares transmitidos de geração em geração. Todos os povos possuem suas tradições, crendices e superstições, que se transmitem através de lendas, contos, provérbios, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, mitos, idiomas e dialetos característicos, adivinhações, festas e outras atividades culturais que nasceram e se desenvolveram com o povo.

A Carta do Folclore Brasileiro, em sintonia com as definições da UNESCO, declara que folclore é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais, e é também uma parte essencial da cultura de cada nação.

Parte do trabalho cultural da UNESCO é orientar as comunidades no sentido de bem administrar sua herança folclórica, sabendo que o progresso e as mudanças que ele provoca podem tanto enriquecer uma cultura como destruí-la para sempre.

Vale lembrar que folclore é um movimento vivo, embora se enraíze em tradições, ele muda a cada segundo, mesmo garantindo as raizes, ele está aberto a modificaçãoes no seu dia a dia, a cada movimento feito e re-feito é como se apropriar e dar a sua contribuição.

Por isso eu não gosto muito do termo “Folclore”, que para muitos dá um carater cristalizado, um distanciamento, pra um movimento que está aqui no nosso nariz acontecendo plenamente.

Aproveito o assunto para divulgar o trabalho de uma xilógrafa e Cordelista de São Paulo que tem um livro muito bacana sobre o assunto: Nireuda Longobardi e o seu: “Mitos e Lendas do Brasil em Cordel”

“O folclore brasileiro,
é fruto de rica cultura,
que passa de geração
pra geração com bravura,
através da oralidade,
e também da boa leitura.
(…)
Contarei para vocês,
em estrofes de cordel
as nossas lendas e mitos
em sextilhas como mel.
Na gostosa brincadeira,
Acompanhe-me, menestrel.”

Blog da Nireuda

Um abraço Celophanico

Jeff

Dia do Patrimônio Histórico

Dia 17 de Agosto foi uma data muito importante, pois ela nos lembra de um compromisso que todo o povo brasileiro e seus governantes, por lei e por amor á memória, devem se lembrar, hoje é dia do patrimônio histórico uma das coisas mais importantes na preservação da cultura brasileira, responsável por levar adiante, para as gerações futuras, o que somos, como somos, de onde viemos e como vamos sempre lembrar disso com orgulho, sabedoria e muito valor.

O Patrimônio é a carteira de Identidade do Brasileiro, mostra os bens materiais e imateriais, essa carteira mostra nossos diferentes rostos, formas de viver, grupos, etinias e contribuições desta sociedade em que queira ou não queira estamos inseridos. É o nosso verdadeiro tesouro.

Patrimônio, etimologicamente, significa “herança paterna”- na verdade, a riqueza comum que nós herdamos como cidadãos, e que se vai transmitindo de geração a geração.

O que é o IPHAN

Preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e afetivo,impedindo sua destruição ou descaracterização, é o compromisso do povo brasileiro e de seus governantes através de uma importante instituição – o Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

A Instituição que está submetida ao ministério da Cultura obedece a um princípio normativo, que define patrimônio cultural a partir de suas formas de expressão; de seus modos de criar, fazer e viver; das criações científicas, artísticas e tecnológicas; das obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e dos conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. A Constituição também estabelece que cabe ao poder público, com o apoio da comunidade, a proteção, preservação e gestão do patrimônio histórico e artístico do país.

Ah Mário de Andrade tinha de estar envolvido com tudo isso!

REvista Patrimônio Histórico

A sua criação foi o fruto de debates e pesquisas envolvendo o então ministro Gustavo Capanema e sua equipe, que incluiu também o poeta Mário de Andrade, ícone da Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922. Mário de Andrade, junto ao advogado Rodrigo Melo Franco de Andrade, empreendeu um ambicioso projeto, abrangendo uma série de pesquisas que causaram impacto nos meios político e intelectual, na medida em que pela primeira vez na História do Brasil, a diversidade cultural da nação era mostrada a todo o país.

A Linda Ouro Preto foi a pioneira:

Foto de um Recanto em Ouro Preto

Veja mais fotos no Flickr Celophanico: Viagem a Ouro Preto

O primeiro órgão voltado para a preservação do patrimônio, no Brasil, foi criado em 1933, como uma entidade vinculada ao Museu Histórico Nacional. Era a Inspetoria de Monumentos Nacionais (IPM) e tinha como principais finalidades impedir que objetos antigos, referentes à história nacional fossem retirados do país em virtude do comércio de antigüidades, e que as edificações monumentais fossem destruídas por conta das reformas urbanas, a pretexto de modernização das cidades.

A cidade de Ouro Preto, antiga Vila Rica, principal cidade do Ciclo do Ouro nas Minas Gerais,foi erigida em “monumento nacional” em 1933 e é considerada como um dos principais exemplos do patrimônio histórico nacional, além de ser declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Como tombar um bem cultural

Um processo de tombamento, apesar de tão importante, pode, no entanto, ser desencadeado por qualquer pessoa. Faz parte do exercício da cidadania a possibilidade de intervenção direta do cidadão no tombamento de bens culturais, pois estes integram a herança nacional comum.
Para iniciar um tombamento, qualquer pessoa pode escrever ao secretário de Cultura da sua cidade, ou procurar o Iphan, apresentando sua proposta, que deverá conter:

  • descrição e exata caracterização do bem em causa, com endereço( ou do local em que se encontra, se bem móvel)
  • delimitação da área que pretende seja atingida pelo tombamento, quando se tratar de conjunto urbano, sítio ou paisagem natural;
  • nome do proprietário do bem respectivo exceto quando se tratar de conjunto urbano, cidade, vila ou povoado;
  • nome completo e endereço do proponente, e menção de ser ou não proprietário do bem.

Faça a sua parte,

Lembrando sempre que o compromisso é seu, é de sua familia, da sua comunidade, do seu povo, da sua cidade, do seu governo, e de todo aquele que se diz Brasileiro, não só na hora de levantar uma bandeira verde amarela na Copa do mundo, mas no dia a dia e no que queremos pros nossos filhos.

Fontes e se interessar, saiba mais:

Wikipédia PatrimonioCultural REvista do Patrimônio

Um abraço cultural do JeffCelophane

É muita Festa e Literatura no ar… FLIP 2010

FLIP – Paraty – RJ – 04 a 08 Agosto

Enquanto Sampa se prepara para a Bienal do Livro, a lindérrima e chiquérrima Paraty no Rio sedia uma festa, mas é uma festa literária, a  FLIP um dos mais importantes eventos internacionais de Literatura.

Com a presença de autores mundialmente respeitados, como Julian Barnes, Don DeLillo, Eric Hobsbawm e Hanif Kureishi, a primeira Festa Literária Internacional de Paraty, realizada em 2003, inseriu o Brasil no circuito dos festivais internacionais de literatura. Ao longo de suas edições seguintes, a Flip ficou conhecida como um dos principais festivais literários do mundo, caracterizada não só pela qualidade dos autores convidados, mas também pelo entusiasmo do público e pela hospitalidade da cidade. Nos cinco dias de festa, a Flip realiza cerca de 200 eventos, que incluem debates, shows, exposições, oficinas, exibições de filmes e apresentações de escolas, entre outros, distribuídos em Flip . Programação Principal, Flip – Casa da Cultura, FlipZona e Flipinha.

Homenageado:

Gilberto Freyre
O Brasil como personagem

Com a crescente atuação do Brasil no cenário internacional, bem como o bom desempenho da economia e a seleção do país como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, a escolha de homenagear o autor que primeiro analisou a constituição da sociedade brasileira sob perspectiva positiva promete incentivar acaloradas discussões em Paraty. Apesar de não ter sido primordialmente ficcionista como os homenageados anteriores da Flip, Gilberto Freyre foi o mais literário dos pensadores sociais brasileiros. Neste ano, mais que uma efeméride ou movimento editorial importante, o que motivou a decisão foi o momento particular que vive o Brasil. Já faz algum tempo, desde o centenário de Gilberto Freyre, em 2000, que trabalhos importantes vêm sendo publicados sobre o autor e que o debate em torno da obra está aceso. A homenagem da Flip é mais uma ação nesse contexto mais amplo de recuperação e reavaliação de seu legado.

Uma Exposição sobre a vida e obra de Gilberto Freyre é uma das atrações,

com o material cedido pela Fundação Gilberto FreYre:
Fundação Gilberto Freyre

Detalhe do Cenário (observado mais atentamente devido a minha profissão) com uma bela utilização da Ilustração tema da Flip deste ano. Não posso comentar mais pois não encontrei informação em nenhum local, mas já pedi via mail a ficha técnica e informações sobre a autoria da imagem e cenário. Assim que tiver essa informaçõa forneço mais detalhes. Mas ficou muiiiito lindo.

Retirado do site: Site oficial da FLIP 2010

Fotos: flipfestaliteraria

Jeffcelophane

250 LIvros espalhados pela cidade pelo SESC – SP

É tempo de Bienal do Livro em São Paulo

E o SESC – SP lançou a cidade um desafio que une, leitura, redes sociais e cidadania.

Sempre com idéias super inovadoras o projeto: “Leia e Conte” espalhou 250 livros em locais públicos, praças, shoppings, para que voce o leia e o deposite novamente em outro local e se voce tem uma rede social informe onde ele foi encontrado com a Tag #LEIAeCONTE e comente sobre o assunto entre na brincadeira, para democratizar e para sociabilizar o ato e o prazer de ler.

Além disso quem encontrar um dos 250 livros ganha um livro da EDitora SESC que vale um ingresso para a Bienal com direito a um livro.

NO site: Leia e Conte – SESC – SP

voce responde a enquete:

Voce nunca termina um livro como começou

Um livro já mudou a sua vida? Então conte pra gente. O SESC SP passa adiante a sua.

Lugar de LIvro não é na Estante:

Uma boa história só e boa se sair da estante.

Duarnte o mês de Agosto, todas as unidades da Capital, sempre aos sábados e Domingos ás 15h, voce pode trocar um livro que já leu por outro que sempre quiz ler, aproveitando a oportunidade de trocar experiencias, histórias e aumentar sua rede social com pessoas que tem o mesmo “prazer” que voce: a leitura.

Eu também estarei lá:

Aproveitando o JeffCelophane que vos fala, estarei também na Bienal como responsável pelo estande do Instituto Pró LIvro com uma instalação Ludico/educativa para a garotada. Um túnel que conta uma pequena aventura sobre a leitura, um game que informa onde se fala a lingua portuguesa no mundo uma pequena biblioteca com livros infanto Juvenis destes paises e um espetáculo com o Grupo Pia Fraus sobre como a lingua andou pelo mundo.

Lusofonia

Aprender uma língua, não é apenas utilizar o dicionário e substituir uma palavra numa língua por outra noutra língua. É acima de tudo descobrir o pensamento, a cultura, um modo de vida diferentes. A semelhança do que acontece com França e Espanha, Portugal fora uma província romena que se designava por Lusitânia. O que explica o porquê, de hoje, os falantes portugueses serem denominados de lusófonos. Portugal começou a sua conquista pelo mundo, antes de Espanha e até de França. No século XVI, Portugal controlava já um vasto império no Oceano Indico e no Golfo Pérsico. Mais tarde, com a expansão colonial, Portugal expandiu a sua presença ao Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.O Português é a 3ª língua europeia mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol. É a língua oficial de vários países espalhados por cinco continentes.

• Europa – Portugal, Madeira, Açores;
• América – Brasil;
• África – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe;
• Asia – Macau;
• Oceania – Timor.

A Bienal que este ano homenageia dois grandes escritores:

Monteiro Lobato – Cidadão Escritor

Na sua maior parte, a obra de Monteiro Lobato é o resultado da reunião de textos escritos para jornais ou revistas. Comprometido com as grandes causas de seu tempo, o criador do Jeca Tatu engajou-se em campanhas por saúde, defesa do meio-ambiente, reforma agrária e petróleo, entre outros temas que continuam atuais. Ele arrebatava o público com artigos instigantes, que hoje, vistos de longe, constituem um precioso retrato de época, um painel socioeconômico, político e cultural do período. Dono de estilo conciso e vigoroso, com forte dose de ironia, utilizava uma linguagem clara e objetiva, compreensível ao grande público. Lobato revelou o mundo rural, então ignorado pelos escritores de gabinete que ele tanto criticava. “A nossa literatura é fabricada nas cidades”, dizia, “por sujeitos que não penetram nos campos de medo dos carrapatos”.

Fonte: http://lobato.globo.com/lobato.asp

Clarice Lispector

“Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro…”

1920 – Clarice Lispector nasce em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro, tendo recebido o nome de Haia Lispector, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Seu nascimento ocorre durante a viagem de emigração da família em direção à América.

Fonte: http://www.releituras.com/clispector_bio.asp

Fonte: http://www.bienaldolivrosp.com.br/

Então nos encontramos por ai, lendo, trocando livros ou na Bienal conhecendo melhor a nossa lingua.

UM abraço Celophanico.