Cabaceiras, a cidade Paraibana onde o rei é um Bode

 

O Celophane Cultural visita uma cidade pra lá curiosa: Cabaceiras no sertão da Paraiba, onde as casas são verdadeiros cenários, os sertanejos são artistas de cinema e os bodes que são coroados como reis.

 

Foto: Izan Petterle

O termo Cabaceiras originou-se de uma planta do mesmo nome, muito abundante na região.

A planta cabaceira é rasteira, de folhas grandes e produz a cabaça, um fruto de forma oblonga. Quando seca, serra-se a parte superior em forma de gargalo, transformando-o em um ótimo recipiente de água e também muito utilizado em cerimônias religiosas e artesanato. Ver a matéria:  Cabaça, fruto da diversidade Brasileira


fonte: http://fuleiragem.typepad.com/ - Cabaças penduradas numa feira livre de Campina Grande - PA

O município é conhecido como a “Terra dos Cruzeiros”, dos quais os mais importantes são: Cruzeiro da Pedra, do Rosário, do Século e da Menina.

Cabaceiras fica localizada na região do cariri paraibano e sua vegetação típica é a caatinga. A região é famosa por ser a que menos chove no Brasil. Este baixo índice pluviométrico confere ao local uma luminosidade diferenciada fazendo com que muitos cineastas escolham a cidade e seus arredores como cenários para suas produções. Está a cerca de 300 metros acima do nivel do mar e localizada na área mais baixa do Planalto da Borborema,na região dos cariris velhos a 180 km de João Pessoa e 50 km de Campina Grande.

Foto: Kenia Ribeiro - http://kenia.art.br

Roleiúde Nordestina

Cabaceiras não ganhou o apelido de “Roliúde Nordestina” à toa. Ali, segundo Leal, idealizador do projeto, já foram realizados 23 filmes brasileiros – o primeiro deles em 1924 e o ultimo “O romance de Tristão e Isolda”, de Guel Arraes. A lista de filmes que utiliza Cabaceiras como cenário inclui os recentes “Cinema, Aspirinas e Urubus”, “Auto da Compadecida”, “São Jerônimo”, “Viva São João” e “Canta Maria”, entre outros.

O projeto “ROLIÚDE NODESTINA” teve apoio do programa BNB Cultura onde foi selecionado na edição 2007. Visa basicamente preservar, estudar e divulgar as produções cinematográficas que foram realizadas em Cabaceiras.

OBJETIVO: Instalar e implantar no município de Cabaceiras, um centro voltado para o estudo, preservação, exibição e fomento de realizações cinematográficas e afins que tenham sido realizadas , total ou parcialmente, no município

MEMORIAL CINEMATOGRÁFICO : O projeto tem como elemento central  a implantação do Memorial Cinematográfico, onde estão guardados, para estudos, objetos, materiais utilizados nas filmagens, roteiros, fotos, depoimentos,críticas, além de cópias dos filmes. O acervo serve de material didático para realização de oficinas.

METAS : Implantar um núcleo especial para estudos do turismo nordestino.
Adquirir cópias dos filmes realizados.
Incrementar o turismo e a cultura local, com a realização de eventos permanentes ou em datas determinadas, enfocando o acervo desses filmes.
Aquecer a economia com a geração de emprego e renda.

Também foi  implantado letreiro alusivo ao projeto “ROLIÚDE NODESTINA”. O letreiro é uma criação do artista plástico João Crisólogo e tem 70 metros de comprimento por 3 de altura. Trata-se de um OUTDOOR, dividido em (17)dezessete placas, cada uma, medindo 5m X 3m (15m) cada, instalado no alto de uma serra, nas proximidades da cidade de Cabaceiras.

A Festa do Bode Rei

Em Junho Cabaceiras se prepara para coroar o Bode Rei e faz uma festa de arromba para o evento, recebendo por volta de 200 mil turistas e movimentando o capital de uma economia que vive da cultura caprina.

Foto de Heitor Salvador. Fonte: http://www.flickr.com/photos/heitorsalvador/

Para exaltar o animal mais querido da região, o festival recria o cenário de antigos castelos, com direito a muradas reais, praças e até uma residência real para a “sua majestade”, o bode rei. E não é só. Além de um “desfile real”, em Cabaceiras bode tem direito a hino oficial e até a estátua no centro da cidade.

Culinária Bodistica

Um dos maiores atrativos da Festa do Bode Rei, com certeza, é conferir as novidades da culinária bodística. E aí não faltam opções de pratos para quem aprecia essa carne de sabor leve e exótico. Há de tudo feito à base de carne e leite caprino: vai da famosa Buchada de Bode até a carne-de-sol de bode, linguiça e almôndegas à base de bode, até o mecbode e pizza bode. O visitante ainda pode experimentar a pinga bode, achocolatado, e os queijos feitos com leite de bode. As opções são tantas que todos os anos a feira realiza o Concur-so da Culinária Bodística e o Concurso Nacional da Buchada.

Receita de Buchada de Bode – fonte: www.receitastipicas.com

Artesanato de Bode
Na Praça do Bode (Praça do Artesanato) o couro do bode vira arte pelas mãos de artesãos e são exportados para o mundo .
Há, em pleno funcionamento, várias famílias trabalhando com o artesanato de couro, na confecção de carteiras, cintos, bolsas, botas, chapéus, arreios, selas, mantas, ternos de couro, sandálias, etc.

O Forró do Bode

Festa na Paraiba tem que ter forró. Segundo os organizadores: “Os melhores nomes do forró pé de serra do Estado da Paraíba estarão presentes no nosso município, então isso vai dar uma força a essa questão cultural da Paraíba de uma forma geral e do Nordeste”.

As Atrações Bodisticas

Entre as atrações da festa, merecem destaque as cuirosas

– Coroação do Bode Rei

Concurso Gigante pela Própria Natureza” – competição para a escolha da maior Cabaça, maior bode e maior chifre.

– Lançamento de CDs com músicas sobre o Bode – CD exclusivo com músicas que falem sobre o bode.

– Be Be Bode (Big Brother do Bode) – eleição do Bode Beleza via Internet.

– Fórmula Bode: fórmula 1 da caprinovinocultura. Acontece numa pista de corrida em baterias eliminatórias de três animais. As características do animal como a teimosia, dá um tom humorístico à competição.

– Pega Bode: Luta do criador em controlar o animal dentro no seu ambiente natural no menor espaço de tempo.

– Gincana do Bode: Realização de diversas tarefas relativas ao bode e outras relativas à gastronomia bodista;

Concurso da Garota Bode Rei : Escolha da Rainha da Festa.

Concurso seleção da melhor Buchada : Competição de barraqueiros e cozinheiros para presentar o prato mais bonito e mais gostoso da buchada.

Cabra Leiteira: competição de criadores, visando avaliar o desempenho leiteiro do rebanho em disputa.

– Arrastão do Bode: arrastão de forró puxado por um bodotrio pelas ruas da cidade.

Desfile da comitiva real: Desfile em carro caracterizado do Bode Rei e Cabra Rainha pelas ruas da cidade.

foto: Kenia Ribeiro -

Gostou? então coloque no seu calendário de Viagens: Junho: Passar o São João em Campina Grande,  maior São João do Mundo e depois visitar Cabaceiras esta cuirosa festa na cidade mais famosa do cinema Braisleiro.

Fontes:

www.festadoboderei.com.br

www.obeabadosertao.com.br

www.mercosol.com.br

Ensaio fotográfico de Kenia Ribeiro – Cabaceiras – PA



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Mandioca, nossa forte e saborosa “Rainha do Brasil”

O Celophane Cultural fala hoje de uma raiz muito brasileira, uma  tradição indigena que preservamos até os dias de hoje, responsável por matar a fome de muitos brasileiros onde recebeu o nome de “Pão dos Pobres”, basta um talo enterrado que ela se multiplica, resistente, forte,  poderosa, alem de alimento dela se extrai do alcool ao plástico. Seu dia é 22 de Abril e segundo Câmara Cascudo ela é a Rainha do Brasil.

Imagem de mandiocas fonte: Wikipédia

As lendas:

O folclorista Câmara Cascudo registrou algumas lendas sobre a mandioca:

A Lenda da Mani

Desenho ilustrativo da cabeça de Mani dentro das folhas sobre a raiz de mandioca: fonte Almanaque Brasil

Mara, filha de cacique, contempla a Lua imaginando-se esposa e mãe. Sonha que um jovem de cabelos de ouro lhe jura amor. O sonho se repete, e se repete. Certa manhã, em seu ventre algo se mexe.
Nasce bela menina toda branca, Mani. A tribo a adora como deusa vinda do céu. Um dia acorda sem vontade de nada. Vem o luar. Mani, deitadinha no chão da oca, cerra os olhos, sorri e morre, sem doença alguma. A mãe a enterra ali mesmo e todo dia chora sobre a cova.
Com uns meses, algo brota. Mara escava e descobre raízes que, descascadas, revelam-se brancas e perfumadas: a manioca, oca de Mani.

Outra lenda conta que: entre os parecis, povo de Mato Grosso: Zatiamare e sua esposa Kôkôtêrô tiveram um par de filhos – o menino Zôkôôiê e uma menina, Atiolô – que era desprezada pelo pai, que a ela nunca falava senão por assobios. Amargurada pelo desprezo paterno, a menina pediu à mãe que a enterrasse viva; esta resistiu ao estranho apelo, mas ao fim de certo tempo, atendeu-a: a menina foi enterrada no cerrado, onde o calor a desagradou, e depois no campo, também lugar que a incomodara. Finalmente, foi enterrada na mata onde foi do seu agrado; recomendou à mãe para que não olhasse quando desse um grito, o que ocorreu após algum tempo. A mãe acorreu ao lugar, onde encontrou um belo e alto arbusto que ficou rasteiro quando ela se aproximou; a índia Kôkôtêrô, porém, cuidou da planta que mais tarde colheu do solo, descobrindo que era a mandioca.

Mandioca contra a fome: O Pão dos Pobres

A mandioca, quarta mais importante cultura de produção de alimentos no mundo, e principal na região tropical, é um componente essencial na luta contra a fome. A planta, de origem brasileira, é apontada por diversos estudos científicos como a de mais alta produtividade de calorias, a de maior eficiência biológica como produtor de energia e a de melhor adaptação a solos deficientes.

Imagem de 3 pés unidos bem humildes, com sandálias e muito rusticos - Foto: Sebastião Salgado

Nos anos 1970, um estudo encomendado por Richard Nixon, então Presidente dos Estados Unidos, enfatizou a mandioca como a cultura com a maior capacidade de atender a alta demanda mundial por alimento. A FAO (Organização para a Agricultura e Alimentos – sigla em Inglês) calcula que a mandioca é consumida por mais de 800 milhões de pessoas no mundo. No nordeste brasileiro, a raiz é responsável por mais de 70% das calorias consumidas diariamente pela população.

O Brasil já foi líder na produção, mas perdeu o posto para países como Nigéria e Índia.  Segundo Carlos Fausto – Pós Graduação em Antropologia Social da UFRJ, conclui da seguinte forma:

“Na busca de soluções para a fome no mundo, talvez seja hora de alargarmos os horizontes, de pensarmos não só na genômica e nos trangênicos, nos laboratórios de ponta e nas grandes corporações, e começarmos a estudar sistematicamente a enorme variedade (de mandioca) legada a nós por cerca de 7 mil anos de experimentação indígena.”

O cotidiano alimentar do Brasileiro:

O principal produto extraido da Mandioca é a farinha que caracteriza-se por um conjunto de práticas – da produção, comercialização ao consumo –, relações sociais e representações que revelam elevado valor cultural. Está presente no cotidiano alimentar brasileiro, principalmente no Nordeste e Norte. Mesmo com a ida do povo nordestino para a região sudeste em busca de novas oportunidades, ele não larga a cultura do prazer de comer com farinha.

Imagemde engenho de farinha de mandioca - fonte: Centro Nacional de Folclore e Cultura POpular

– Tu gosta de mulé
– Mulé? É, gosto – diz ele por dizer.
– E de farinha?
– Viiiiixe!!!

Mandioca, Macaxeira ou Aimpim, sempre presente no prato do Brasileiro?

Além da saborosa mandioca cozida com manteiga, a danada da raiz está presente em várias formas da alimentação Brasileira: farinha d’agua, farinha seca, farinha mista, farofa, pirão, beiju, tapioca, tacacá, tucupi, maniçoba, bolos, doces, polvilho doce, polvilho azedo (para pão-de-queijo, secular delícia mineira). Ração animal vitaminada, que inclui a folhagem, bobó de camarão,  suculento e forte caldo de mandioca, vaca atolada, e o bolinho de Aimpim.

Imagem de um suculento bobó de camarão em uma panela de barro - foto: Marcelo Katsuki

Receitas com Mandioca

Valor Nutritivo da Mandioca

Carboidrato por excelência, fonte de vitaminas e sais minerais.

A propósito: o amido transforma-se em açúcar. Mas isso não significa que seja indiferente consumir mandioca ou açúcar de cana, pois a absorção da mandioca é mais lenta. Já no açúcar, a queima é rápida demais, por isso, ele é melhor aproveitado pelo organismo, sendo que a energia excedente acaba se acumulando nos tecidos adiposos sob a forma de gordura. Para quem está acima do peso é bom não abusar, pois esta raiz é rica em calorias. A mandioca porém, não é só amido, É boa também em vitaminas e sais minerais. Para começar, nela encontramos vitamina C e niacina, do complexo B. Uma é a guardiã dos tecidos e vasos sangüíneos, protetora do corpo contra infecções, além de favorecer a absorção do ferro. A outra atua no metabolismo dos aminoácidos, gorduras e carboidratos, influenciando ainda a quebra da glicose para produção de energia celular.

As mandiocas de polpa amarelada apresentam vantagem adicional: bons teores de caroteno, que é transformado pelo organismo em retinol ou vitamina A, essencial à visão, pele e mucosas. Quanto aos sais minerais, a mandioca oferece cálcio, fósforo e ferro. O cálcio é fundamental aos ossos, dentes e coagulação do sangue (aí recebe ajuda do fósforo, que também combate a fadiga mental). O ferro é indispensável ao trabalho da hemoglobina, e levar oxigênio a todos os tecidos do organismo. Se a raiz da mandioca contém amido excessivo, já as folhas possuem proteínas de boa digestibilidade, sendo que, desidratadas, podem ser consumidas na alimentação humana. Elas são muito ricas em vitamina A e ferro (mais até do que a carne e o leite), vitamina B1, B2, C, cálcio e os micronutrientes zinco, magnésio e cobre, que, mesmo em pequenas quantidades, são fundamentais para cerca de 80 reações enzimáticas.

A Feira da Mandioca de IRARÁ – BA

Infelizmente este ano de 2010 não será realizada a Feira da Mandioca de Irará – BA, por problemas dividas na produção da feira em 2009 e a falta de patrocínio.

IMagem do cartaz da "Feira Regional da Mandioca" Fonte: Site do município de Irará.

A Feira da Mandioca vinha acontecendo anualmente em Irará (no interior da Bahia 127 km de Salvador) desde 2004. Foram seis edições do evento que começou pequeno, em frente à sede do Sindicato, depois se expandiu, sendo realizado por duas oportunidades (2008 e 2009) na Praça do Centro de Abastecimento do Município.

Ao longo de suas realizações a Feira Conquistou a simpatia da população iraraense, chegando a figurar no calendário sóciocultural do município. Ultimamente vinha sofrendo críticas, diante de argumentos de que a parte festiva do evento estava se sobrepondo ao lado agrícola do mesmo, representado pelos estandes, as palestras, a culinária e a montagem de uma casa de farinha na própria Feira.

A não realização da Feira da Mandioca em 2010 deixa uma lacuna no calendário de eventos em Irará. A expectativa é que este episódio sirva de lição para que as organizações possam re-pensar o modelo e a funcionalidade da Feira da Mandioca, em um município como Irará, com forte perfil de agricultura familiar. 

Foto do Mercado MUnicipal de Irará - principal ponto onde acontece a Feira da Mandioca - fonte: site da Cidade.

A Feira é composta de apresentações, palestras, debates, cursos, seminários e atividades artísticas. Estandes com demonstração e comercialização dos produtos e culinária proveniente da mandioca são montados em praça pública. O visitante pode encontrar desde a pizza de mandioca até equipamentos para casas de farinhas. Produtos do artesanato iraraense, além de demonstração de trabalhos de instituições e do comércio da cidade, também são exibidos na Feira.

Nas noites da Feira da Mandioca, o espaço é aberto para os grupos artísticos. São dramatizações, apresentação de coral e grupos de forró e música regional. Na parte musical, destaque-se a participação de Raimundo Sodré. O cantor que ficou conhecido com a canção “A massa”, do Festival da Nova MPB 80, se apresenta para “a massa” que planta, cultiva e consome mandioca.

A intenção é cada vez mais propor idéias e realizar ações em torno da melhoria da cultura da mandioca em toda a Bahia e esperamos que esta forte aliada, a Feira de Irará volte com força total em 2011.

A Mandioca virou plástico biodegradável?

Professores e alunos dos cursos de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias e de Biotecnologia, do Centro de Ciências Exatas (CCE), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), desenvolveram uma pesquisa para transformar o amido de mandioca em plástico.

A partir da pequisa eles já estão produzindo bandejas para alimentos e filmes para diversas aplicações, inclusive sacos para mudas de plantas, além de cobertura de solo, com até 60% de amido de mandioca.

As bandejas produzidas na universidade são semelhantes às bandejas de isopor comercializadas em supermercados utilizadas para embalar alimentos, porém são produzidas à base de amido de mandioca e fibra de bagaço de cana. Diferentemente das bandejas comerciais, consideradas prejudiciais ao meio ambiente, o material desenvolvido na UEL é totalmente biodegradável.O tempo de permanência do material no ambiente varia de acordo com as condições ambientais, mas a pesquisa demonstra que, em contato com a terra, luz ou água, os produtos se degradam em pouco tempo.

Todo este assunto me deu fome:

Bem, da poética lenda indígena á solução sócio ambiental, nossa Rainha, cada vez mais, deve ser cultivada com orgulho de ser Brasileira, voces me dão licença que vou pra cozinha preparar minha Vaca Atolada pro almoço.

Um Abraço Cultural a quem me visita.

Fontes e para saber mais:

História da Alimentação no Brasil, de Câmara Cascudo (Global, 2004)

Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo (Global, 2001)

Centro Nacional de Pesquisa de Mandioca e Fruticultura Tropical Global www.cnpmf.embrapa.br

Projeto Mandioca Brasileira www.mandioca.agr.br

Almanaque Brasil: http://www.almanaquebrasil.com.br/

Site da cidade de Iraré http://www.iraraense.com.br/

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – IPHAN – MinC http://www.cnfcp.gov.br

Site Embalagem sustentável – http://embalagemsustentavel.com.br/