Caleidoscópio Tropical na Tela Grande

E está para chegar aos cinemas um documentário sobre uma das épocas mais criativas da música brasileira: O Tropicalismo. Nascido em plena ditadura militar, este gênero musica promoveu uma mistura de elementos nacionais com influências captadas no resto do mundo. A introdução da guitarra elétrica no cancioneiro popular, por exemplo, pegou os ouvintes mais tradicionais de surpresa. Assim como as letras, fruto das diversas viagens ideológicas e assumidamente lisérgicas  dos artistas.

Para quem não viveu aquela época, o filme de Marcelo Machado é uma bela homenagem à história social, cultural e política brasileira. Nele, vemos nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee como integrante dos Mutantes, e Tom Zé, em depoimentos e cenas inéditas a partir de uma simples questão: “O que é o Tropicalismo?”

Por natureza um movimento que nunca se ateve a um modelo estático de definição, o Tropicalismo se apresentou de diversas formas, em vários segmentos, a partir da música. A obra foca nos agitados anos de 1967, 1968, 1969, compondo um retrato irreverente e carinhoso à efeverscência cultural marcada pela ruptura e pelo abraço com o novo. Uma época em que antes de fazer sucesso, os artistas pretendiam fazer política a partir de suas criações.

Isto é claro em uma das falas de Tom Zé, que afirma: “Para uma ditadura, pensar é crime.” E isto foi o que a Tropicália fez: plantou sementes nas mentes brasileiras.

O filme tem estréia prevista para 21 de setembro, e logo após deve ganhar uma edição caprichada em DVD e trilha sonora, editados pela Universal Music.

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Design e Software Livre unem forças pela cultura

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Gunga Identidade e Cultura, promovido pelo Estúdio Gunga, que desenvolve projetos de comunicação, audiovisual e artes gráficas, a partir de tecnologias com software livre. O edital tem como objetivo contemplar iniciativas relacionadas a manifestações sociais, artísticas e culturais.

A ação é destinada a pontos de cultura, espaços culturais, ONGs, coletivos artísticos e demais entidades que promovam trabalhados focados em formação cultural, comunicação, articulação e mobilização. A premiação consta de logotipo, criação de site ou blog, design de papelaria (papel timbrado, cartão e banner) e estampa de camiseta.

INSCRIÇÕES

Os interessados têm do dia 1º de julho a 1º de agosto para acessar o site do Estúdio Gunga para conferir o edital e baixar o formulário de inscrição. Acesse: http://gunga.com.br/premio/

Mais informações pelo e-mail: premio@gunga.com.br

Inverno Colorido

A recifense Marina Suassuna carrega um quê de regional no sobrenome e no estilo ao se vestir. A moça é um desses exemplos que mostram a possibilidade de combinar modernidade e romantismo num mesmo visual.

Atenção para os cabelos, aqui: eles são uma peça importante na composição do visual. A familiaridade com o mormaço da capital pernambucana (mesmo durante as chuvas) uniu o útil ao agradável: Marina deixa seus cabelos bem curtos, emoldurando seu rosto com um corte moderno e assimétrico.

Não sabemos se foi proposital, mas o fato é que o corte é um perfeito exemplo de equilíbrio, ao não chamar mais atenção que a dona dos fios, contribuindo para ressaltar seus outros predicados, ao emoldurar e valorizar o olhar expressivo.

Em contrapartida, estão as flores e laços do vestido, compondo um visual romântico e ao mesmo tempo irreverente e versátil, pronto para encarar desde um dia na faculdade, como uma exposição ou happy hour com os amigos logo após.

O visual de Marina é um amálgama dos dois arquétipos femininos conflitantes: de um lado, a mulher de antigamente, com sua meiguice, suas curvas, nuances e cores. Do outro, aquela que adora o cabelo, mas que não quer perder muito tempo com ele e outros detalhes, por que tem um mundo inteiro pra conquistar e pouco tempo para fazê-lo.

É nesse contexto que o corte de cabelo moderno e o vestido romântico fazem todo o sentido: ambos são práticos de usar e dependendo do modelo e das cores, podem se tornar fatores coringa na sua apresentação visual.

Dona de um estilo antropofágico cultural, Marina alimenta seu vestuário a partir de três fontes: artes visuais, livros e música. Completamente antenada com as últimas (e garimpadora das velhas) tendências, ela prova que moda e bagagem cultural têm tudo a ver, basta dar uma volta pelos bares, galerias, teatros e livrarias para construir a sua própria paleta de cores e texturas.

Nas cores e formas adotadas por Marina, você vai encontrar Marisa Monte, Céu, Silvia Machete e Vanessa da Mata, só para citar algumas mulheres fortes e ao mesmo tempo delicadas.

Passe a música adiante: Surama

Gravado há seis anos atrás, durante as preparações para o aniversário de 50 anos da Bossa Nova (comemorado em 2008), este disco é claramente inspirado na releitura do gênero com a presença de bases eletrônicas, tendência pavimentada pelo produtor Suba, em “Tanto Tempo”, disco de Bebel Gilberto lançado em 2000, considerado um divisor de águas na introdução da nova geração de artistas brasileiros no mercado internacional.

O álbum foi gravado sob a direção musical de Celso Fonseca, que possui um vasto currículo de colaborações para nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa, entre outros (É dele a letra de “Sorte”, grande hit de Gal em sua fase mais pop na década de 80). Sendo o próprio Fonseca integrante da geração que conquistou o exterior para depois ser reconhecida em casa, não é de se estranhar a presença de um espírito cosmopolita, embalado pela absorção globalizada da cultura, cujo ícone maior desta moderna antropofagia musical é a figura do DJ, que recorta, cola, combina e pinta clássicos com novas cores, revigorando gêneros e despertando a atenção de novos públicos.

A postura internacional do disco já começa pela sua intérprete, a maranhense radicada na Itália, Surama de Castro, dona de um sotaque levemente misturado, pelos anos passados fora do Brasil. Esta característica permite que neste trabalho, ela possa transitar entre o francês, português e italiano, em composições de Nelson Motta, Rita Lee, Toquinho (presente em dueto com a cantora), Vinícius de Moraes e Lobão. O polêmico roqueiro é dono de um dos pontos altos do disco: seu sucesso “Me Chama” foi gravado aqui em italiano, sob uma roupagem lounge, com a guitarra e o violão genuinamente orgânicos de Celso Fonseca embalados pela moldura eletrônica dos loops e teclados de Dudu Trentin e Alexandre Fonseca.

Para quem aprecia as novas incursões da música brasileira, “Surama” é um disco descompromissado, que deve ser ouvido sem maiores expectativas: a sua intérprete não possui potência vocal para alcançar notas mais altas, mas encontra segurança num gênero que recebeu de braços abertos aqueles que cantavam baixinho. O resultado é um conjunto suave de canções que embora ensolaradas, combinam perfeitamente com a calmaria dos dias preguiçosos onde tudo o que você quer é ficar em casa e ler um bom livro, acompanhado de uma xícara de café.

LEVE PRA CASA OU PASSE ADIANTE:

Conforme a nossa promoção (com instruções aqui), este disco será solto em algum lugar da cidade do Recife hoje à tarde, com atualizações momentâneas a respeito de horários e detalhes maiores à medida que o tempo for passando. Você pode acompanhar por aqui, pelo Twitter ou pelo nosso Facebook.

DICA 1: Bairro da Boa Vista.

Está aberta a temporada de caça musical!

Nós do Cajumanga acreditamos que a música deve alcançar o maior número de pessoas possível. Por isso, estamos lançando a série “Passe a Música Adiante”. Trata-se de uma caça a CDs de artistas sobre os quais iremos falar por aqui, com uma forcinha das redes sociais pra ajudar nas pistas!

A cada semana, iremos deixar dois CDs dando sopa em algum lugar da cidade. Para que os leitores saibam onde eles foram deixados, basta acompanhar o nosso blog, Twitter ou a nossa fanpage no Facebook, onde serão postadas fotos e dicas sobre o endereço do local.

Quem chegar primeiro, leva pra casa e avisa a gente pelas redes sociais citadas.Tá valendo dar sua opinião sobre as músicas. Mande seu texto e uma foto sua com o disco pra gente, que  publicamos com o maior prazer!

E SE EU NÃO GOSTAR DO DISCO?

Simples: passe adiante pra quem você achar que pode curtir o som! O importante aqui é fazer a música andar e encontrar o espaço dela. Dessa forma,ao impedir que um disco seja descartado pelo simples fato de você não gostar dele, você contribui para a disseminação de cultura.

Combinados?

Como baixar música e outros arquivos no 4shared.com

Baixar no 4shared é fácil e prático, pois este é o único dos sites de armazenamento do arquivo que possui um mecanismo de busca, diferente dos muitos outros que nos criam armadilhas para achar os arquivos.

No 4shared você encontra todos os tipos de arquivos, de músicas a filmes. Atualmente, o site está pedindo um cadastro simples e rápido para fazer o download e aqui ensinaremos o passo-a-passo para baixar no 4shared.

  1. Baixar arquivo. Clique no botão azul escrito Download. Mas cuidado, você pode confundir com o “Download 4shared desktop”, que é um botão verde. Se você clicar neste, não estará baixando o arquivo!
  2. Entrar ou cadastrar. O 4shared possui duas formas de lhe dar acesso ao site. Ou você se cadastra nele, para criar um login e uma senha, ou…
  3. Use a sua senha do Facebook ou do Twitter para baixar! Utilize o “Login with” que conecta sua conta de redes sociais (Facebook, Twitter e Google) ao 4shared e você não precisa se cadastrar. Os botões para cada rede estão ao lado da nossa seta, como mostra a figura:.

Depois de logado, basta você aceitar a chegada do arquivo e aproveitar tudo que o 4shared tem para oferecer. Faça bom proveito!

Dieta literária

Quando decidimos fazer as coisas de modo diferente, seja para alcançar uma meta, seja para não cair mais nas roubadas, o que fazemos? Damos o primeiro passo e esperamos contar com a torcida das pessoas ao nosso redor, para que não percamos o foco.

O Marco Lazaroto (@magrolima) fez um blog. Ele recentemente tomou a decisão de cortar os gastos com itens literários, pois se viu em frente a um amontoado de livros esperando para ser lidos e uma carteira com dinheiro de menos. Aproveitando que costumamos receber o incentivo alheio em nossas metas e planos, ele elevou este impulso à enésima potência, ao se deixar acompanhar pela rede mundial de computadores em sua jornada rumo  a UM ANO SEM LIVRARIA.

É isso mesmo. Assim como um confessionário, um diário, uma terapia ao estilo alcoólicos anônimos, o Marco se propõe a administrar a ânsia de conferir as útlimas novidades das prateleiras, e ler as obras que já possui, aproveitando para comentá-las e apresentar histórias e autores que podem enriquecer a bagagem literária dos leitores.

Claramente inspirado em casos como o Um Ano Sem Zara, Lazaroto irrompe com textos inteligentes e bem-humorados sobre o que está lendo e comentando as últimas compras em revistas e histórias em quadrinhos, que estão livres da dieta.

Corra para http://umanosemlivraria.tumblr.com, que ainda dá tempo de pegar o bonde andando, e coloque o blog nos seus favoritos!

Vintage Pop

Mais uma prova de que música e moda estão intimamente ligadas: A outrora pop-rock, depois country, e novamente pop-rock cantora norte-americana Michelle Branch, decidiu vestir os seus discos preferidos, adotando um mix visual das influências sonoras que veio acumulando pela carreira.

Os acessórios como o colar, as pulseiras, o corte da camiseta e o colete remetem aos anos 70, com a música intensa do Jimi Hendrix:

O corte de cabelo, nem precisa dizer de quem é, né? Da musa melancólica, folk e skinny Joni Mitchell:

…Que por sua vez, dividia um gosto excêntrico por chapéus com o Bob Dylan:

Todas as peças da Michelle são da marca Steven Alan, que há cerca de 15 anos lança coleções fortemente inspiradas na cultura norte-americana, mesclando elementos urbanos e do interior.

Reid Rolls e Michelle Branch, Making of West Coast Time

Esta combinação, adotada para o ensaio do disco “West Coast Time”, torna este visual tão único e ao mesmo tempo não tão difícil de compor, seja aqui no Brasil, na Espanha, na Inglaterra, ou qualquer outro lugar que disponha de marcas básicas e mulheres dispostas a bater perna para encontrar acessórios nas feiras e brechós. Confira aqui o site da grife: http://www.stevenalan.com/

Uma boa pedida para inspiração e referências, além de preencher seu tempo com uma leitura bastante enriquecedora, é o livro “Fashion and Music” (Moda e Música), da Mestra em Estudos Históricos e Culturais pela Faculdade de Moda da Universidade de Artes de Londres, Janice Miller.

A obra, de apenas 161 páginas, discorre em tópicos que envolvem uma análise objetiva e de leitura fluida a respeito dos aspectos sociológicos e psicológicos da relação consumidores / fãs /arquétipos sexuais / indústria cultural (atenção para o capítulo referente à moda dos artistas masculinos, desde os Beatles, passando por Mick Jagger, David Bowie, e a altamente sexualizada cultura pop do final dos anos 90 e começo dos  2000, com destaque especial para as boybands.

Sem publicação no Brasil, esta belezura pode ser encontrada em sebos virtuais gringos a um preço bem camarada. Mesmo usado, vale à pena ter em sua estante. Se você tiver algum parente que mora fora ou vai visitar alguma metrópole estrangeira, procure “Fashion and Music” nos melhores becos literários dos centros.

E passe o olho nas referências visuais da Michelle, com o clipe da música “Loud Music”:

Visite o site oficial da Michelle aqui e baixe Loud Music aqui.

Design + Fotografia + Hospitais + Utilidade Pública

Quando você escuta a combinação da fotografia com hospitais, o quê vem a sua mente? Correria, ambulância, feridos? Está na hora de enxergar além das manchetes sensacionaistas dos jornais e encarar o cotidiano da saúde sob uma outra ótica.

#Comofas, galere?

Simples, basta participar do 2º Prêmio MUHM deFotografia: As Faces da Saúde, promovido pelo Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM). O concurso é aberto a fotógrafos, profissionais ou não, de todo o Brasil, que deverão enviar imagens que desenvolvam um diálogo sobre a universaidade do acesso à saúde, através de elementos como prédios de hospitais, centros e postos de saúde, atendimento médico e pacientes, entre outros.

As inscrições seguem até 1º de agosto, com um total de R$ 9.800,00 em premiação a ser distribuída entre os seis primeiros colcoados de cada categoria (profissional e amador).

COMO É A COMPETIÇÃO?

Todos os trabalhos serão julgados por integrantes do MUHM, pelos fotógrafos Luiz Eduardo Achutti, Rogério Amaral Ribeiro e um fotógrafo profissional indicado pela Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC-RS). O processo também continua pelo Facebook, onde terá uma fase de votação popular. Portanto, JUNTE SEUS AMIGOS E CAPRICHE NAS CURTIDAS!!

A ficha de inscrição, O regulamento e demais informações estão disponíveis no endereço www.muhm.org.br. Enquanto isso, delicie-se com a criatividade dos cartazes desenvolvidos para esta ação:

Metade amputada de mim

Se há um paradoxo insuportável na indústria cultural é o fato recorrente de bons filmes, discos e livros serem trancados nos porões das distribuidoras, gravadoras e editoras, sem prazo para visitarem as prateleiras das lojas e o público, depois que as primeiras tiragens se esgotam. A internet vem na contramão ao permitir que usuários detentores de uma cópia destas obras a disponibilizem online, para que outras pessoas tenham acesso a este conteúdo e enriqueçam a sua bagagem cultural.

E foi justamente um desses links que me apresentaram a história de Weronika e Véronique. Duas garotas idênticas na aparência que dividem uma dinâmica semelhante na vida, com consequências que afetam diretamente seus dias, sem nunca terem se conhecido. Assim poderia ser resumido o argumento para o roteiro de “A Dupla Vida de Véronique”, filme do diretor polonês Krzysztof Kieslowski, mais conhecido pela sua trilogia das cores (A liberdade é azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha).

Véronique vive na França, e é professora de música, ofício escolhido por razões que desconhece, mas que têm a ver com sua contraparte polonesa, Weronika, que faz parte de uma orquestra sinfônica como cantora. O cotidiano destas mulheres interpretadas pela atriz Iréne Jacob se desenrola como duas linhas paralelas compostas de fragmentos que poderiam muito bem se completar para formar uma única história. Por exemplo: a vida levada por Weronika em Cracóvia é temperada com uma relação afetuosa com sua tia e seu amado Antek, compondo uma peça que falta à Véronique, apresentada à história durante um ato sexual sem maiores sentimentos.

Os destinos destas duas se cruzam durante uma viagem de Véronique à Polônia, que fotografa ao acaso Weronika, surpreendida por ver a si mesma durante uma manifestação no centro da capital. Este encontro irá desencadear no espectador um convite a abandonar qualquer esforço para seguir um raciocínio lógico a respeito destas vidas. Ambas partilham da falta de algo que desconhecem, como se fossem metades de uma mesma alma que busca se completar. A morte de uma irá explicar as decisões e presságios da outra, como um quebra-cabeças que ora se completa, e ora revela lacunas a serem fechadas pelo próprio espectador. Este é o mote de Kieslowski: O filme é uma porta aberta ao encanto do acaso, sem os clichês das fantasias do cinema norte-americano. O seu universo lúdico provoca a reflexão e afrouxa a sizuda linha racional que insiste em cercar nossa imaginação.

“A Dupla Vida de Veronique” brinca com o sonho de possuirmos uma parte que nos completa, que nos faça vislumbrar como seríamos em circunstâncias diferentes das que estamos vivendo. O diretor fez um filme para ser sentido. Isto é percebido em todos os aspectos, desde a fotografia com iluminação e cores quentes, que dão uma atmosfera de sonho, até as locações, que se tornam personagens secundários da trama. A música de Zbigniew Preisner é um caso a parte: como o filme se apóia mais no sensorial que nos diálogos, as melodias colaboram com a narrativa fragmentada, imprimindo um clima de beleza melancólica que emoldura a história como recortes de lembranças.

Lançada em 1991, esta trama nos relembra que a sétima arte também pode ser um exercício de delicadeza, provocação e celebração do ato de imaginar outras possibilidades de contar histórias e cativar mentes e corações. “Véronique” reside na atemporalidade das obras-primas.

Assista ao trailer:

Para quem ficou curioso, basta dar um Google para baixar o filme. A gente não dá os peixes, mas ensina a pescar. Clique Aqui.