Dá licença, moço???

Dá licença, moço? Eu alcancei um ponto do percurso que me deu uma visão panorâmica e crítica a respeito do que me foi apresentado ao longo do caminho. Dá licença, por favor? É que eu me sinto mais seguro que ontem, e estarei bem mais amanhã. Faça o favor de guardar a sua presunção, que mais parece um reboco na alma. Não precisamos disso. É pesado. É inútil. É enfadonho.

Dá licença, que eu prefiro cumprimentar e fazer a minha parte para enxergar melhor as pessoas. É difícil, por que existem muitas com as quais eu não concordo, mas ainda que as coloquemos um rótulo, não custa nada dizer “bom dia”. Uma porta se abre a partir disso, e quando temos duas casas abertas, o muro das idéias pré-concebidas se torna menos turvo.

Dá licença, que eu não preciso parecer legal, ou antenado, ou qualquer outra palavra e atitude da moda. Um passinho adiante, por favor, que tem mais gente vindo aí e eu não vim pra empacar o caminho de ninguém. Muito pelo contrário, quero é estrada cheia como a minha casa, e fluida como uma corredeira que a gente desce rio abaixo, sorrindo com os amigos. Não quero chegar primeiro, por que os primeiros sempre chegam sozinhos. Quero chegar junto.

Olha a gentileza, moço. Essa mesma que lhe lembraram de esquecer. Viu como ela é gente boa? Ao contrário do que muitos pensam, ela não te subtrai em nada. Muito pelo contrário. Ela te adiciona ganhos, companhia e respeito.

Por isso que eu peço licença.

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