365 dias em 16 centímetros

E mais uma vez eu me arrisco a tentar usar uma agenda. A minha maior resistência com estas criaturas é que eu não via sentido nelas. Se elas servem para organizar o nosso tempo e deixar que nossa memória seja ocupada com coisas mais importantes, de que adianta anotar aquilo que não será constantemente lembrado?

Ninguém marca algo na agenda para quando chegar o dia tal, abrir e dizer, “O que temos pra hoje? Uau, uma prova! Tô fudido!” No final das contas, a gente sempre acaba fazendo a maior parte do trabalho de organizar nossos compromissos, e aí a agenda perde todo o sentido para mim.

Para alguém cujo raciocínio do jogo de dominó é combinar as pedras com o mesmo número de bolinhas e ponto, este pensamento simplista é até compreensível. Mas tudo isto foi por água abaixo quando encontrei ontem a agenda dos meus sonhos:

Sim , é isso mesmo que vocês estão vendo. Esta coisinha de 16,9 x 8,3 cm, 128 páginas e não sei quantas míseras gramas, que cabe até em bolso de calça cargo me conquistou. Como eu odeio carregar qualquer objeto pesado, esta agenda aqui vai conseguir quebrar o meu galho e me ajudar a ser uma pessoa mais organizada.

Uma semana cabe em duas páginas, com o espaço distribuído para anotações pontuais, no esquema compromisso-horário-local. Muitos poderão estranhar a reduzida área oferecida pelo produto, mas é como eu falei: Eu preciso de uma agenda, não de um diário.

Outro ponto positivo é o pequeno calendário do mês disposto no início de cada semana: dá para circular datas importantes e colocar uma setinha logo abaixo, para você não esquecê-la, mesmo que ela esteja longe. Cumpriu minha prioridade-mor com louvor.

Sem falar na fitinha que marca o dia em que você está, evitando a perda de tempo na busca pela página certa. A danada ainda tem uma série de informações extras, como: lista de feriados do Brasil e outros países; espaço para inserção de dados pessoais (pro caso de você ser jogado do sétimo andar e precisem saber o seu tipo sanguíneo); contatos de emergência; códigos telefônicos de todos os países (muito útil caso você tenha um (a) peguete gringo (a) ou coisa parecida); além de lista alfabética para números de telefone.

Então. Agora vocês já viram a minha agenda nova que eu adoro e estou atualizando com contatos telefônicos, enquanto 2013 não chega para eu começar a usá-la de verdade. Ah! Notaram que a capa faz referência ao quadro de Marilyn feito pelo Andy Warhol, da Pop Art?

Esta agenda de bolso (cujo preço é bastante acessível) faz parte de uma linha simpática da Pucca, também disponível no formato tradicional e com outras estampas, fabricada  pela Granica, uma marca argentina de artigos de papelaria. No Brasil, ela está à venda na Livraria Cultura.

Gostaram? Se gostaram, ótimo. Se não, tô pouco me lixando, a agenda é minha, mesmo, e eu tô babando ela.

Beijos.

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Tô liberando: Fashion Forward Magazine

Revistas de moda existem aos montes por aí. Tidas como Bíblias dos vestuários, costumes e estéticas, seus leitores talvez não percebam, mas elas ajudam a contextualizar muitos aspectos relevantes de uma sociedade em determinado período. Principalmente, a eterna troca entre pessoas que desejam se expressar através do corpo, e a indústria que movimenta milhões e investe pesado para saber do que seu público gosta, para oferecer os seus desejos de volta, só que em formas e cores variadas.

Perguntar onde começa e termina o poder de uma revista de moda é o mesmo que perguntar “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha”? Muitos reclamam que a indústria da moda dita é quem cria e manipula determinadas regras, mas esta mesma indústria contrata profissionais cuja missão é catar nos quatro cantos do planeta a próxima grande onda da estação que poderá ser absorvida para consumo imediato. Trendhunters (ou caçadores de tendências, em português) nada mais são do que os interlocutores de um desejo de consumo que se inspira em novos sopros criativos vindos daqueles que consomem.

Tendo isto em vista, um dos mais legais veículos de moda, a Fashion Forward Magazine, publicação trimestral 100% brasileira, se apresenta ao leitor com textos que tratam dos bastidores da moda com honestidade, intercalados com belíssimas fotos e um design fluido e atraente.

A edição que temos aqui foi uma especial que circulou durante o Fashion Rio de 2011, toda editada em inglês, tendo em vista a quantidade enorme de visitantes estrangeiros que circulou pela cidade maravilhosa durante o período de desflies. Nela, além do bem-acabado conteúdo, encontramos números do mercado da moda brasileiro, entrevistas com profissionais de criação e empreendedores, além de crônicas e ensaios sobre o estilo de vida e as referências culturais brasileiras na construção das coleções atuais.

SORTEIO

Gostou? Se você faz coleção de revistas de moda, ela pode ser sua! O 11° email que chegar na caixa de entrada do endereço fashion@cajumanga.com vai faturar este exemplar!

Mande um e-mail pro endereço acima, e boa sorte! Lembre-se que só vale um e-mail por participante!

Boa sorte!

Design e Software Livre unem forças pela cultura

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Gunga Identidade e Cultura, promovido pelo Estúdio Gunga, que desenvolve projetos de comunicação, audiovisual e artes gráficas, a partir de tecnologias com software livre. O edital tem como objetivo contemplar iniciativas relacionadas a manifestações sociais, artísticas e culturais.

A ação é destinada a pontos de cultura, espaços culturais, ONGs, coletivos artísticos e demais entidades que promovam trabalhados focados em formação cultural, comunicação, articulação e mobilização. A premiação consta de logotipo, criação de site ou blog, design de papelaria (papel timbrado, cartão e banner) e estampa de camiseta.

INSCRIÇÕES

Os interessados têm do dia 1º de julho a 1º de agosto para acessar o site do Estúdio Gunga para conferir o edital e baixar o formulário de inscrição. Acesse: http://gunga.com.br/premio/

Mais informações pelo e-mail: premio@gunga.com.br

Inverno Colorido

A recifense Marina Suassuna carrega um quê de regional no sobrenome e no estilo ao se vestir. A moça é um desses exemplos que mostram a possibilidade de combinar modernidade e romantismo num mesmo visual.

Atenção para os cabelos, aqui: eles são uma peça importante na composição do visual. A familiaridade com o mormaço da capital pernambucana (mesmo durante as chuvas) uniu o útil ao agradável: Marina deixa seus cabelos bem curtos, emoldurando seu rosto com um corte moderno e assimétrico.

Não sabemos se foi proposital, mas o fato é que o corte é um perfeito exemplo de equilíbrio, ao não chamar mais atenção que a dona dos fios, contribuindo para ressaltar seus outros predicados, ao emoldurar e valorizar o olhar expressivo.

Em contrapartida, estão as flores e laços do vestido, compondo um visual romântico e ao mesmo tempo irreverente e versátil, pronto para encarar desde um dia na faculdade, como uma exposição ou happy hour com os amigos logo após.

O visual de Marina é um amálgama dos dois arquétipos femininos conflitantes: de um lado, a mulher de antigamente, com sua meiguice, suas curvas, nuances e cores. Do outro, aquela que adora o cabelo, mas que não quer perder muito tempo com ele e outros detalhes, por que tem um mundo inteiro pra conquistar e pouco tempo para fazê-lo.

É nesse contexto que o corte de cabelo moderno e o vestido romântico fazem todo o sentido: ambos são práticos de usar e dependendo do modelo e das cores, podem se tornar fatores coringa na sua apresentação visual.

Dona de um estilo antropofágico cultural, Marina alimenta seu vestuário a partir de três fontes: artes visuais, livros e música. Completamente antenada com as últimas (e garimpadora das velhas) tendências, ela prova que moda e bagagem cultural têm tudo a ver, basta dar uma volta pelos bares, galerias, teatros e livrarias para construir a sua própria paleta de cores e texturas.

Nas cores e formas adotadas por Marina, você vai encontrar Marisa Monte, Céu, Silvia Machete e Vanessa da Mata, só para citar algumas mulheres fortes e ao mesmo tempo delicadas.

Design + Fotografia + Hospitais + Utilidade Pública

Quando você escuta a combinação da fotografia com hospitais, o quê vem a sua mente? Correria, ambulância, feridos? Está na hora de enxergar além das manchetes sensacionaistas dos jornais e encarar o cotidiano da saúde sob uma outra ótica.

#Comofas, galere?

Simples, basta participar do 2º Prêmio MUHM deFotografia: As Faces da Saúde, promovido pelo Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM). O concurso é aberto a fotógrafos, profissionais ou não, de todo o Brasil, que deverão enviar imagens que desenvolvam um diálogo sobre a universaidade do acesso à saúde, através de elementos como prédios de hospitais, centros e postos de saúde, atendimento médico e pacientes, entre outros.

As inscrições seguem até 1º de agosto, com um total de R$ 9.800,00 em premiação a ser distribuída entre os seis primeiros colcoados de cada categoria (profissional e amador).

COMO É A COMPETIÇÃO?

Todos os trabalhos serão julgados por integrantes do MUHM, pelos fotógrafos Luiz Eduardo Achutti, Rogério Amaral Ribeiro e um fotógrafo profissional indicado pela Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC-RS). O processo também continua pelo Facebook, onde terá uma fase de votação popular. Portanto, JUNTE SEUS AMIGOS E CAPRICHE NAS CURTIDAS!!

A ficha de inscrição, O regulamento e demais informações estão disponíveis no endereço www.muhm.org.br. Enquanto isso, delicie-se com a criatividade dos cartazes desenvolvidos para esta ação:

Freud não explica, mas provoca risadas

E acaba de nascer mais um candidato à unanimidade no hall do humor internético brasileiro: o ilustrador Pacha Urbano acaba de liberar as tirinhas estreladas por Freud e sua cria, que discutem temas do dia-a-dia levados às raias da psicanálise com muito humor ácido.

Ao lado de nomes como os Malvados, a turma do Um Sábado Qualquer, entre outros personagens que atraem um séquito cada vez maior de fãs, “As Traumáticas Aventuras do Filho do Freud” promete arrebatar mais amantes dos quadrinhos de humor.

Acesse: filhodofreud.tumblr.com e tenha sua dose de neura e risos sem contra-indicações nem tarja preta.