O povo nas ruas é lindo, mas…

Em relação ao protesto ocorrido hoje no Recife, que mostrou-se bastante tranquilo, se comparado aos realizados no resto do país, algo me chamou a atenção.

porque

O movimento iniciado pelos estudantes do Passe Livre é legítimo, e até certo ponto, a intenção que eles tinham de não se deixarem influenciar pela participação partidária era até compreensível. “Se esses partidos até hoje se mostram ineficientes, por que razão nós deixaríamos que eles chegassem perto?” A posição do Passe Livre se assemelha ao conceito do preço ético de um jornal, que precisa se equilibrar entre servir de canal para a sociedade, e abrir espaço para anunciantes, o que  também ajudar a pagar as contas de seus funcionários. Continuar lendo

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A dança que molda a vida

O nascimento, as transformações e a morte das emoções e desejos humanos, vistos sob o mito da criação da vida a partir do barro. Este é o mote do espetáculo “Afar”, da Sete&Oito Companhia de Dança, que estréia neste sábado (03/11) e segue durante os finais de semana do mês de novembro, no Sobrado das Artes, na Travessa Tiradentes, no Recife Antigo.

A iniciativa é fruto de um trabalho de pesquisa realizado pelos bailarinos e arte-educadores Carlla Amaral e Cleisson Barros, que viram no barro um canal ideal para expressar as dúvidas, anseios e conflitos causados pela fome de criação do homem. “A palavra ‘Afar’ vem do hebraico e significa pó, mas com uma conotação que remete aos símbolos do fruto e da reprodução, da criação. E este nascimento é algo que tanto o artista quanto o cidadão comum respiram o tempo todo: Damos luz a sonhos, anseios e medos todos os dias. Alguns canalizam isto em realizações práticas no seu dia-a-dia, outros fazem poesia”, diz Carlla.

O bailarino Cleisson Barros afirma que o espetáculo se apóia na eterna busca do ser humano pelo sentido de sua trajetória. “O homem desenvolve novas formas de se relacionar com o mundo e consigo mesmo, a partir do momento em que se permite questionar. E nós absorvemos conhecimentos, sentimentos e nos adaptamos ao ambiente e às circunstâncias, tal qual a argila é moldada ao gosto de seu criador. Somos um sinônimo ambulante dela, até o nosso corpo possui o mesmo número de elementos químicos presentes nesta poeira vermelha”, conclui.

O espetáculo, que conta com uma estrutura onde os bailarinos se apresentam misturando seus passos em meio à água e à argila, se apóia no caráter sensorial que o elemento barro traz consigo: ele possui cores e cheiros, é mutante como as vontades e os sonhos, as formas e espessuras, ele pode ser frágil, mas também proteger: “Com ele podemos compor as máscaras e armaduras que vestimos todos os dias para lidarmos com o outro. Com este pó somos criadores e ciraturas, a partir dele nos rebelamos, nele ficamos escondidos, conscientes ou não”, afirma Carlla.

“Afar” possui a colaboração de nomes conhecidos do circuito cênico de Pernambuco. A trilha sonora inédita é composta por Adriana Nilet, que entre vários espetáculos, contribuiu musicalmente para a última versão pernambucana de “Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, dirigida por Cláudio Lira em outubro deste ano. A iluminação fica a cargo de Cleison Ramos, que se une à cenografia do artista plástico Antônio Bernardo, responsável pelos personagens retratados na Embaixada dos Bonecos Gigantes no Recife Antigo.

A temporada de “Afar” segue até o dia 25 de novembro, com sessões às 20h (sábados) e 19h (domingos). Os ingressos podem ser adquiridos no local do espetáculo.

Serviço

“Afar”

Onde: Sobrado das Artes – Travessa Tiradentes, S/N – ao lado da Capitania dos Portos, Recife Antigo.

Quando: Sábados e domingos, até o dia 25/11. Estréia no dia 03/11.

Horários: 20h (sábados) e 19h (domingos).

Ingresso: R$ 10,00

Informações: (81) 9216.4249 / 8536.7701 / 9967.6265 ou pelos e-mails carlladoamaral@ig.com.br / companhiaseteoito@gmail.com

Download ‘de grátis’ – Conhece o Qinho?

Quando fazemos um apanhado do cenário atual da música brasileira, é notável a importância dos avanços tecnológicos, que permitiram o surgimento de artistas e bandas apoiados em iniciativas independentes, correndo por fora da enferrujada mídia tradicional.

A internet permitiu o acesso à programas de gravação e edição sonora a um clique de distância, e promoveu uma troca de informações e experiências antes impossíveis alguns anos atrás. E é nesta seara que estão nascendo as melhores produções que o Brasil já escutou.

Este é o caso de Marcos Coutinho, artisticamente batizado de Qinho (sem a letra ‘u’, mesmo), compositor e cantor carioca. Ele vem realizando trabalhos ao lado de gente cujo desejo é fazer da arte algo que ultrapasse  o lugar-comum da apreciação, um canal que propicie inspiração para abraçar o novo e provocar mudanças.

Qinho é um dos idealizadores do projeto Dia da Rua, realizado em 2008 e 2009, onde mais de 30 bandas cariocas se uniram em shows simultâneos e gratuitos nas ruas dos bairros do Leblon e Ipanema, convidando as pessoas a lançar um novo olhar sobre o potencial da relação entre a arte e os espaços urbanos. Estes eventos foram uma oportunidade de mostrar à cidade o quanto está se perdendo ao ficar em casa, consumindo os pasteurizados do Chef Faustão.

MENOS É MAIS

Na ativa desde 2004, com a banda Vulgo Qinho e Os Cara, além de mais três outros projetos paralelos, lançou em 2009 o seu primeiro disco solo. O trabalho possui composições próprias que falam de amor, sem cair na pieguiçe. “Canduras” foi gravado em casa, com recursos mínimos como por exemplo, microfones de computador, o que resultou num clima intimista, acompanhado de percussão, instrumentos de sopro e baixo acústico, em arranjos simples.

BAIXE O DISCO:

Chega de apresentações, não é mesmo? Pra baixar o disco, é só clicar na capa dele aí embaixo, e digitar o seu login e a sua senha do Facebook, ou do Twitter. Saiba mais neste link: (Como baixar música no blog).

PROJETO NOVO

Este ano, o Qinho lançou seu novo disco, chamado “O Tempo Soa”, com uma sonoridade mais encorpada, pela presença de uma banda composta por integrantes da Abayomy Afrobeat Orquestra, além de participações de nomes como Mart’nália, Elba Ramalho e Amora Pera (filha de Gonzaguinha e integrante das Chicas).

As músicas mantêm um retrato sensível das idas e vindas sentimentais, agora sob um tempero mais dançante e quente, sinceramente brasileiro e black, bebendo da fonte de nomes como Jorge Benjor, Banda Black Rio e Hyldon, como em “Irmã Forte”, dueto com Amora Pera:

Nós incentivamos fortemente que você procure “O Tempo Soa” nas melhores lojas, por quatro motivos:

1 – Qinho só liberou online o seu primeiro trabalho solo.

2 – “O Tempo Soa” acabou de ser lançado e nem é tão caro. Sem falar que o disco em si é praticamente um exemplar de colecionador, pelo cuidado com a apresentação visual. Confira como ficou o design da embalagem clicando aqui.

3 – Apesar de estarmos inseridos numa cultura amplamente digital, a gente curte dar uma força ao trabalho do artista. Sem falar que a qualidade do som na versão física é infinitamente superior ao MP3.

4 -Nós gostamos muito de música para ouvi-la com amplitude, não compactada. Sorry, arquivos digitais, mas é verdade. Vocês são apenas práticos e são ótimos cartões de visitas dos artistas.

Beijos, nos liguem.

Lookbook Hellcife

Quem disse que cajumanga também não é moda? Aqui tem moda, sim senhor e sim senhora, mas sinceramente, quem em sã consciência vai querer usar haute couture no calor de 30° de Hellcife?

Em uma cidade em que você sai arrasando de casa, para daqui a dez minutos chegar na parada de ônibus mais acabado que Amy Winehouse em fim de balada, a pedida é ser o mais confortável possível. Mas como a gente não pode andar com a roupa que dormimos, a parada é aliar peças básicas pra ganhar tempo e enfrentar o ruge-ruge de todos os dias.

O alagoano de nascimento e pernambucano por opção Lucas Mello, já sacou a vibe da cidade e não dispensa cinco itens: Um par de Converse All Star, bermuda leve, camiseta básica, mochila para carregar suas barras de cereais, água e apetrechos de trabalho, e claro, fones de ouvido, por que ninguém é obrigado a aturar a parada de sucessos (not) do busão, com disputa de celulares e MP3 Players dos passageiros.

Ah! Não esqueça de proteger seus olhos com os indefectíveis óculos escuros. E não, não compre do camelô, se você tiver amor à sua saúde ocular.

Compre música com tweets

A Orquestra Contemporânea de Olinda acaba de lançar seu disco novo, “Pra Ficar”. Programados para integrar as atrações do Mimo, a Mostra Internacional de Música de Olinda, onde devem apresentar o álbum ao vivo em Setembro, os integrantes resolveram apostar suas fichas numa nova forma de “comercialização” de música. As aspas aqui utilizadas vêm do fato que a moeda utilizada no consumo desta arte ultrapassa o valor monetário, através do uso da plataforma “Pague com um Tweet”.

A iniciativa é um sistema de pagamento social, onde o autor oferece algo para as pessoas e elas pagam por isso, divulgando em suas redes socias. Ao clicar no ícone do arquivo para download, o internauta é  “cobrado(a)” automaticamente, através de um redirecionamento ao serviço que ele preferir: Twitter ou Facebook. Este aplicativo funciona da mesma forma que os joguinhos e testes que precisam de nossa autenticação para que funcionem nas plataformas que utilizamos. Assim que você opta por uma delas, todos os seus amigos serão avisados que você obteve o novo disco / ensaio / livro / whatever do artista, de forma simples e justa!

Esta idéia subverte a prática do download livre, tão combatido e demonizado pela indústria fonográfica. Se antes, internautas simplesmente catavam links, baixavam conteúdo e a coisa ficava por isso mesmo, com esta idéia eles pelo menos fazem o mínimo para que a banda alcance uma gama maior de divulgação. Em uma analogia simplista, é o mesmo que você se oferecer para lavar a louça em retribuição ao almoço servido.

Então, prontos para baixar música boa de forma rápida, legalizada e feliz?

Acesse o site oficial da banda: http://orquestraolinda.com.br/

E se você gostaria de “vender” e promover a sua arte por módicos e poderosos tweets ou feicebuqueadas, crie a sua conta no “Pague com um Tweet”, no site oficial: http://www.paguecomtweet.com.br/

Roberta Campos abre o seu diário em novo disco

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A compositora e cantora mineira radicada em São Paulo lançou neste semestre o sucessor do seu último trabalho de estúdio, o delicado “Varrendo a Lua”, de 2010. Para esta nova empreitada, ela conta com um time de peso nos arranjos, instrumentos e letras. “Diário de Um Dia” marca a nova fase da artista, que vem conquistando seu espaço no seu próprio ritmo, pelas beiradas.
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Bastante tocada em FMs do segmento MPB, Campos possui uma sólida base de fãs formadas muito mais pelo boca-a-boca e pela forte presença na internet. Ela está sempre online no Twitter (@robertacampos) e atualizando o seu site oficial.
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No seu novo CD, ela traz Davi Moraes (filho de Moraes Moreira), Marcos Susano (que gravou com Lenine o antológico ‘Olho de Peixe’),  Paulinho Moska (que dispensa apresentações), Leoni, Frejat, Zélia Duncan, Dunga (sambista autor de uma pá de músicas que você cantarola no chuveiro e nem sabia que era dele), entre outros.
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Para quem não conhece ela, dou duas palavras: pop folk, com arranjos simples, porém eficientes, daqueles que grudam na cabeça, com um toque de melancolia nas letras que falam de saudade. As letras mais ensolaradas têm o efeito contrário: Elas praticamente te pedem para ser colocadas no carro, com um pé no acelerador e um sorriso nos lábios. Mas fique esperto no volante: Você e pode ir parar na estratosfera ou voltar no tempo sem perceber. O efeito lisérgico emocional aqui é forte. Isso faz do som de Roberta Campos uma eficiente pílula de lembranças. Tanto daquelas que você já teve, como daquelas que você anseia ter ao lado das razões do seu afeto.
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O maior hit neste novo trabalho é sem dúvida, “Meu nome é saudade de você” , de autoria do Paulinho Moska, que se utilizou da rede mundial de computadores pra conhecer o som da Roberta. No vídeo abaixo, ele conta como surgiu a idéia da letra, e logo após, apresenta a música com a voz da cantora:
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Portaaaanto, vou deixar um exemplar de “Diário de um Dia” solto pelo Recife, amanhã (27/07). Para saber melhor as coordenadas, sigam o twitter @cajumanga, que eu postarei fotos reveladoras e pistas da localidade onde o disquinho será deixado.
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Agora fiquem com o clipe da música que abre e batiza o disco, “Diário de um Dia”! E Boa caça!

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Lampião invade os palcos em grande estilo

E mais um ícone da cultura popular nordestina entra para o calendário oficial das artes cênicas do Brasil. O espetáculo teatral “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” presta homenagem a Virgolino Ferreira da Silva, pernambucano de Serra Talhada, que durante 19 anos reinou no sertão nordestino, dando origem a diversas histórias controversas que o fizeram um mito. Mistura de justiceiro com fora-da-lei, Lampião é um legítimo anti-herói do imaginário popular que ainda hoje é muito presente na cultura dos lugares por onde passou.

A peça terá seu lançamento oficial no próximo dia 06 de julho (sexta-feira), no Teatro de Santa Isabel, em Recife. A ocasião reunirá atores, produtores e autoridades para a apresentação do projeto, que chama para si a missão de reunir nomes consagrados do circuito cênico local, no desenvolvimento de uma obra ao ar livre nos mesmos moldes da Paixão de Cristo e a Batalha dos Guararapes. A peça, de Anildomá Willans de Souza, terá a batuta do ator e diretor José Pimentel, que possui larga experiência em encenações do gênero (foi o protagonista da Paixão encenada em Nova Jerusalém por 18 anos e atualmente estrela a versão recifense).

A obra será encenada na Estação do Forró, em Serra Talhada, município do interior pernambucano, entre os dias 25 e 29 de julho e terá acesso gratuito e aberto ao público. A história apresentada irá mesclar fatos históricos da vida de Lampião, com casos dos mitos populares construídos a seu respeito, culminando com a sua morte na emboscada de Angico. Entre os destaques revisitados, estão os conflitos com o primeiro inimigo José Saturnino, seu encontro com Padre Cícero e a traição de Pedro de Cândida, acompanhados de uma série de efeitos visuais e trilha sonora.

O espetáculo integra a programação do Encontro Nordestino de Xaxado e do Tributo a Virgolino – A Celebraçao do Cangaço, realizados no mesmo período, cuja programação pode ser conferida no blog oficial da Fundação de Cultura Cabras de Lampião: http://pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com.br.

O projeto “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” foi aprovado em parceria pela Funarte / Ministério da Cultura, e é realizado pela Fundação Cultural Cabras de Lampião, filiada à ARTEPE (Associação de Realizadores de Teatro de Pernambuco).

Mais informações pelos telefones :  (81) 9945-7073  / 8850-8011  / 9381-1768

Olinda vai à Cuba pelo Coco de Roda

O Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, desenvolvido pela Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) do Ministério da Cultura, contribuiu esta semana com mais um passo na divulgação da diversidade artística brasileira. No último sábado (30/06), o grupo pernambucano de coco de roda A Cocada, originário da comunidade de Amaro Branco, em Olinda, viajou para Cuba, como único representante brasileiro convidado a participar do 32º Festival del Caribe, também conhecido como “Fiesta del Fuego”, um evento que desde 1981 reúne todas as manifestações culturais, científicas e literárias latinas, homenageando um país da comunidade a cada ano.

O país foi homenageado por duas vezes, em 1988 e 1997. A cultura de Pernambuco recebeu destaque na edição de 2010, dividindo os olhares com as expressões populares de Curazao. Na ocasião, o grupo de coco foi convidado, mas não pôde se apresentar devido à dificuldades relacionadas aos recursos para as passagens aéreas.

Washington Felipe, integrante da Cocada, afirma que a viagem será uma oportunidade para que o grupo adquira novos conhecimentos e estabeleça parceria com outros coletivos artísticos: “já almejávamos ir ao exterior, porém não encontrávamos os meios para realizar este contato mais próximo com artistas de outros países. Esperamos poder estreitar os laços com outros músicos e agentes culturais, para trocar idéias e experiências que tragam crescimento para os dois povos”, afirmou.

A 32ª edição do Festival del Caribe – Fiesta del Fuego é realizada em Santiago de Cuba, de amanhã (03/07) até a próxima segunda-feira (09/07). A Cocada fará uma apresentação em palco e outra em cortejo, mostrando composições de coco, caboclinho, maracatu, ciranda, afoxé e samba de roda. O evento começa amanhã e vai até a próxima segunda-feira. Para o grupo, a participação nesta edição do evento terá um gosto especial: Este ano, tanto Olinda quando Cuba comemoram 30 anos dos Titulos de Patrimônio Histórico concedido pela Unesco.

No seu retorno ao Brasil, o grupo promoverá um seminário, apresentando o resultado de sua ida à Cuba, com idéias e experiências a serem desenvolvidas em sua comunidade.

A jornada cubana da Cocada e os seus próximos trabalhos podem ser acompanhados via Facebook, na fanpage oficial do grupo. A rápida entrevista pode ser ouvida clicando nos links abaixo.

Caleidoscópio Tropical na Tela Grande

E está para chegar aos cinemas um documentário sobre uma das épocas mais criativas da música brasileira: O Tropicalismo. Nascido em plena ditadura militar, este gênero musica promoveu uma mistura de elementos nacionais com influências captadas no resto do mundo. A introdução da guitarra elétrica no cancioneiro popular, por exemplo, pegou os ouvintes mais tradicionais de surpresa. Assim como as letras, fruto das diversas viagens ideológicas e assumidamente lisérgicas  dos artistas.

Para quem não viveu aquela época, o filme de Marcelo Machado é uma bela homenagem à história social, cultural e política brasileira. Nele, vemos nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee como integrante dos Mutantes, e Tom Zé, em depoimentos e cenas inéditas a partir de uma simples questão: “O que é o Tropicalismo?”

Por natureza um movimento que nunca se ateve a um modelo estático de definição, o Tropicalismo se apresentou de diversas formas, em vários segmentos, a partir da música. A obra foca nos agitados anos de 1967, 1968, 1969, compondo um retrato irreverente e carinhoso à efeverscência cultural marcada pela ruptura e pelo abraço com o novo. Uma época em que antes de fazer sucesso, os artistas pretendiam fazer política a partir de suas criações.

Isto é claro em uma das falas de Tom Zé, que afirma: “Para uma ditadura, pensar é crime.” E isto foi o que a Tropicália fez: plantou sementes nas mentes brasileiras.

O filme tem estréia prevista para 21 de setembro, e logo após deve ganhar uma edição caprichada em DVD e trilha sonora, editados pela Universal Music.

Design e Software Livre unem forças pela cultura

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Gunga Identidade e Cultura, promovido pelo Estúdio Gunga, que desenvolve projetos de comunicação, audiovisual e artes gráficas, a partir de tecnologias com software livre. O edital tem como objetivo contemplar iniciativas relacionadas a manifestações sociais, artísticas e culturais.

A ação é destinada a pontos de cultura, espaços culturais, ONGs, coletivos artísticos e demais entidades que promovam trabalhados focados em formação cultural, comunicação, articulação e mobilização. A premiação consta de logotipo, criação de site ou blog, design de papelaria (papel timbrado, cartão e banner) e estampa de camiseta.

INSCRIÇÕES

Os interessados têm do dia 1º de julho a 1º de agosto para acessar o site do Estúdio Gunga para conferir o edital e baixar o formulário de inscrição. Acesse: http://gunga.com.br/premio/

Mais informações pelo e-mail: premio@gunga.com.br