Vendendo gato por lebre

Entender o circuito de distribuidores cinematográficos no Brasil é um desafio. Por muitas vezes, deixamos de conhecer ótimas produções, por decisões baseadas em tendências de mercado que subestimam os espectadores. Ou às vezes, é falta de talento para vender o peixe, mesmo. Mas, em se tratando de uma sociedade onde o apelo para o consumo se arma com estratégias cada vez mais elaboradas, fica difícil saber até onde estamos vendo algo concreto ou extremamente planejado.
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the-joneses-movie-poster1Veja ampliado: Poster ironiza com os clichês dos catálogos de vendas
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Pois o filme “The Joneses”, lançado em dezembro do ano passado nos Estados Unidos, e estrelado por David Duchovny (Arquivo X, Californication) e Demi Moore (Ghost) é um daqueles paradoxos de marketing: Ele pertence a um gênero, mas é vendido como outro mais amigável ao grande público. Em outras palavras, é como se a apresentação de uma orquestra sinfônica com a participação de um grupo percussivo fosse vendido como o novo show da atual sensação do axé. E não é que funciona? Continuar lendo
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Caleidoscópio Tropical na Tela Grande

E está para chegar aos cinemas um documentário sobre uma das épocas mais criativas da música brasileira: O Tropicalismo. Nascido em plena ditadura militar, este gênero musica promoveu uma mistura de elementos nacionais com influências captadas no resto do mundo. A introdução da guitarra elétrica no cancioneiro popular, por exemplo, pegou os ouvintes mais tradicionais de surpresa. Assim como as letras, fruto das diversas viagens ideológicas e assumidamente lisérgicas  dos artistas.

Para quem não viveu aquela época, o filme de Marcelo Machado é uma bela homenagem à história social, cultural e política brasileira. Nele, vemos nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee como integrante dos Mutantes, e Tom Zé, em depoimentos e cenas inéditas a partir de uma simples questão: “O que é o Tropicalismo?”

Por natureza um movimento que nunca se ateve a um modelo estático de definição, o Tropicalismo se apresentou de diversas formas, em vários segmentos, a partir da música. A obra foca nos agitados anos de 1967, 1968, 1969, compondo um retrato irreverente e carinhoso à efeverscência cultural marcada pela ruptura e pelo abraço com o novo. Uma época em que antes de fazer sucesso, os artistas pretendiam fazer política a partir de suas criações.

Isto é claro em uma das falas de Tom Zé, que afirma: “Para uma ditadura, pensar é crime.” E isto foi o que a Tropicália fez: plantou sementes nas mentes brasileiras.

O filme tem estréia prevista para 21 de setembro, e logo após deve ganhar uma edição caprichada em DVD e trilha sonora, editados pela Universal Music.

Metade amputada de mim

Se há um paradoxo insuportável na indústria cultural é o fato recorrente de bons filmes, discos e livros serem trancados nos porões das distribuidoras, gravadoras e editoras, sem prazo para visitarem as prateleiras das lojas e o público, depois que as primeiras tiragens se esgotam. A internet vem na contramão ao permitir que usuários detentores de uma cópia destas obras a disponibilizem online, para que outras pessoas tenham acesso a este conteúdo e enriqueçam a sua bagagem cultural.

E foi justamente um desses links que me apresentaram a história de Weronika e Véronique. Duas garotas idênticas na aparência que dividem uma dinâmica semelhante na vida, com consequências que afetam diretamente seus dias, sem nunca terem se conhecido. Assim poderia ser resumido o argumento para o roteiro de “A Dupla Vida de Véronique”, filme do diretor polonês Krzysztof Kieslowski, mais conhecido pela sua trilogia das cores (A liberdade é azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha).

Véronique vive na França, e é professora de música, ofício escolhido por razões que desconhece, mas que têm a ver com sua contraparte polonesa, Weronika, que faz parte de uma orquestra sinfônica como cantora. O cotidiano destas mulheres interpretadas pela atriz Iréne Jacob se desenrola como duas linhas paralelas compostas de fragmentos que poderiam muito bem se completar para formar uma única história. Por exemplo: a vida levada por Weronika em Cracóvia é temperada com uma relação afetuosa com sua tia e seu amado Antek, compondo uma peça que falta à Véronique, apresentada à história durante um ato sexual sem maiores sentimentos.

Os destinos destas duas se cruzam durante uma viagem de Véronique à Polônia, que fotografa ao acaso Weronika, surpreendida por ver a si mesma durante uma manifestação no centro da capital. Este encontro irá desencadear no espectador um convite a abandonar qualquer esforço para seguir um raciocínio lógico a respeito destas vidas. Ambas partilham da falta de algo que desconhecem, como se fossem metades de uma mesma alma que busca se completar. A morte de uma irá explicar as decisões e presságios da outra, como um quebra-cabeças que ora se completa, e ora revela lacunas a serem fechadas pelo próprio espectador. Este é o mote de Kieslowski: O filme é uma porta aberta ao encanto do acaso, sem os clichês das fantasias do cinema norte-americano. O seu universo lúdico provoca a reflexão e afrouxa a sizuda linha racional que insiste em cercar nossa imaginação.

“A Dupla Vida de Veronique” brinca com o sonho de possuirmos uma parte que nos completa, que nos faça vislumbrar como seríamos em circunstâncias diferentes das que estamos vivendo. O diretor fez um filme para ser sentido. Isto é percebido em todos os aspectos, desde a fotografia com iluminação e cores quentes, que dão uma atmosfera de sonho, até as locações, que se tornam personagens secundários da trama. A música de Zbigniew Preisner é um caso a parte: como o filme se apóia mais no sensorial que nos diálogos, as melodias colaboram com a narrativa fragmentada, imprimindo um clima de beleza melancólica que emoldura a história como recortes de lembranças.

Lançada em 1991, esta trama nos relembra que a sétima arte também pode ser um exercício de delicadeza, provocação e celebração do ato de imaginar outras possibilidades de contar histórias e cativar mentes e corações. “Véronique” reside na atemporalidade das obras-primas.

Assista ao trailer:

Para quem ficou curioso, basta dar um Google para baixar o filme. A gente não dá os peixes, mas ensina a pescar. Clique Aqui.

Cinema vasculha porões da ditadura

O festival Cinema Pela Verdade segue promovendo debates sobre a ditadura ao longo do Brasil até o fim de junho. A mostra é gratuita e aberta ao público, que contará com bate-papos que terão a presença de especialistas e nomes que presenciaram os anos de repressão no país.

Os filmes e as atividades complementares serão realizadas nos auditórios de universidades das 27 capitais do Brasil. Entre os filmes de destaque, estão: “Cidadão Boilsen” (2009) de Chaim Litewski; “Condor” (2007), de Roberto Mader; e “Hercules 56” (2006), de Silvio Da-Rin, e o recente “Uma longa viagem” (2011), de Lucia Murat, eleito o melhor longa-metragem nacional na 39ª edição do Festival de Cinema de Gramado.

A obra, estrelada por Caio Blat, conta a trajetória do jovem Heitor, irmão da cineasta, cujas andanças pelo mundo durante oito anos em meio ao período da diatura foram registradas através de cartas que dão ao espectador uma visão íntima dos efeitos sociais da repressão e do medo da perda de liberdade de espírito em meio a um cenário de transformações ideológicas pelas quais passava o mundo.

Para conferir datas, horários, assim como atividades complementares de última hora, basta seguir a página oficial do evento no facebook, com atualizações em tempo real: www.facebook.com/FestivalCinemaPelaVerdade

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Febre por insolação criativa

E está chegando o momento de “Febre do Rato”, de Cláudio Assis, chegar aos cinemas. Depois de ter sido devidamente apresentado nos principais festivais do país, o filme será distribuído pela Imovision, com estréia marcada para 22 de junho.

Esta película toma emprestado para seu título uma expressão bastante popular na capital pernambucana, uma corruptela para as mentes inquietas ou para aqueles que estão em estado lisérgico recreativo, lícito ou não.

A obra retrata o Recife a partir de uma estética monocromática, mas que não consegue esconder o turbilhão de cores poéticas impregnadas na história de Zizo, um poeta marginal e anarquista que distribui um fanzine que dá voz aos inconformados com a imposição dos interesses das classes dominantes. O poeta vê a realidade como um imenso preto-e-branco que será colorido com as cores de suas convicções acerca da liberdade das pessoas poderem ser o que quiserem. As cores estão na ideologia do personagem, que desafia o tédio preto-e-branco das convenções.

O mote do filme se dá a partir do conflito gerado entre os ideais perseguidos por Zizo, interpretado por Irandhir Santos, que encara as consequências da adoção de sua postura: ao defender a liberdade plena das vontades de cada um, o poeta se dá conta que divergências podem surgir entre o desejo unitário e o coletivo, ao encontrar a bela Eneida, interpretada por Nanda Costa.


Febre do Rato levou o prêmio de melhor filme do Festival de Cinema de Paulínia em 2011.

4ª edição do Animage abre inscrições

A Mostra Competitiva do ANIMAGE – IV Festival Internacional de Animação de Pernambuco está com inscrições abertas até 31 de junho. Podem participar obras de todo o país realizadas a partir de janeiro de 2011 com a duração máxima de 30 minutos. A premiação é dividida em quatro categorias, como melhor Melhor Curta, Melhor Curta Infantil, Melhor Curta Brasileiro e Melhor Curta (escolha do público).

Para quem estuda e desenvolve projetos em animação, esta é a chance de mostrar seu trabalho para um público de cerca de 10 mil pessoas, de acordo com a estimativa da última edição. O evento é gratito e ainda conta com oficinas (corram, que as vagas são limitadas!) e seminários.

Mais informações no site do evento: http://www.animagefestival.com/

A História do queijo “proibido” de Minas.

“Ao homem contemporâneo, a convivência com vestígios do passado costuma gerar conforto identitário, segurança por saber-se parte de uma construção antiga que lhe sustenta e justifica costumes e ações. Quando a construção passada é permanência e tradição vivas e arraigadas na dinâmica das construções culturais, esse conforto se transforma em orgulho identitário e supera o temor pelo esquecimento que geraria sentimento de perda. Modos de fazer tradicionais se enquadram nessa categoria de permanências que sinalizam ao homem moderno sentimentos de orgulho pelos saberes construídos em seu passado. Aos mineiros contemporâneos os modos de fazer artesanais de queijo a partir do leite cru, tradição persistente e em dinâmica transformação em sua cultura, identifica seus modos costumeiros e dá conforto à suas vidas. Além disso, embasa a sobrevivência de numerosas famílias e fundamenta a economia de municípios e de regiões”.

José Newton Coelho Meneses

O Celophane Cultural pegando carona no lançamento do documentário: “O Mineiro e o Queijo” de Helvécio Ratton, traz este universo, a discussão política e a tradição reconhecida como patrimônio Imaterial do nosso delicioso queijo mineiro.

A INVASÃO DE VACAS E BOIS NO SOLO BRASILEIRO?

Não, as primeiras cabeças de gado bovino chegaram ao Brasil em 1534, por iniciativa de Ana Pimentel de Souza, a esposa de Martim Afonso de Souza, que mandou vir do arquipélago de Cabo Verde, algumas dezenas de cabeças de gado para a capitania de São Vicente. Estudiosos especulam que alguns destes animais eram mestiços com sangue Zebu. Também vieram alguns equinos e poucas cabeças de suínos.

"Boi Barrosão" - Ilustração de Leopoldo Costa

No século XVIII, aventureiros portugueses em busca de ouro levaram para a região das minas a arte do queijo. O queijo era uma forma de conservar o leite e, à medida que estes exploradores percorriam novas áreas, a produção do queijo artesanal se espalhava por Minas Gerais, adaptando-se bem aos climas serranos. Hoje, o queijo minas é produzido por 30 mil famílias e considerado patrimônio
cultural do Brasil.

Livro: "500 anos de leite no Brasil" de João Castanho Dias - clique na imagem para saber mais.

DEBRET E O QUEIJO

Jean-Baptiste Debret chegou ao Brasil em 1816, para ser o pintor da família real e foi um dos primeiros viajantes a notar que o país possuía um produto diferente, consumido ao final das refeições, o queijo-de-minas.

J. B. DEBRET. Um jantar brasileiro. 1827. Museus Castro Maya – IPHAN/MinC – MEA 0199

Sua história remonta à chegada dos portugueses a Minas Gerais, no século XVIII, depois da descoberta do ouro. Como os homens precisavam de um alimento que durasse todo o dia, uma antiga técnica portuguesa de queijo coalhado, feito de leite fresco, foi adaptada às condições locais.

A PROIBIÇÃO

Porém, em função de uma lei federal de 1952, de inspiração norte-americana, o queijo minas artesanal enfrenta um grave obstáculo: sua venda é proibida paraoutros estados brasileiros, o que provoca impactos econômicos e sociais significativos sobre os pequenos produtores.

Filmado nas belas regiões do Serro, serra da Canastra e Alto Paranaíba, O Mineiro e o Queijo traz a palavra de produtores, comerciantes, cientistas e atravessadores, traça um amplo painel sobre o queijo minas e investiga a estranha situação de um produto tradicionalíssimo, mas barrado em seu próprio país.


PATRIMÔNIO CULTURAL

Em 2008, o queijo minas virou patrimônio cultural imaterial brasileiro. Foi este reconhecimento que disparou o processo criativo e de pesquisas que levaria, três anos depois, ao documentário O Mineiro e o Queijo, do cineasta Helvécio Ratton. “O queijo sempre fez parte da minha vida”, explica o diretor. “Numa família como a minha, encabeçada por duas pessoas nascidas no interior de Minas, a presença do queijo era uma constante dentro de casa.” Assim, o tombamento do queijo artesanal naturalmente reavivou em Ratton a curiosidade sobre a história e a tradição desta iguaria típica de seu estado.

O QUEIJO FORA DA LEI

Uma das primeiras providências de Ratton e Marcellini foi o estudo do dossiê preparado para o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG) e a realização de reuniões com os técnicos da instituição. “Logo percebemos que a questão era muito mais complexa do que havíamos imaginado”, lembra Helvécio.

“Isso me fez mudar a linha que havia imaginado para o filme: inicialmente, iria numa linha em busca da tradição, mas gradualmente passei a me preocupar mais com o impacto da legislação federal sobre o pequeno produtor. Fui da História ao enfoque social”.

O cineasta se refere a uma lei assinada por Getúlio Vargas em 1952 que, com a intenção de regulamentar a produção de queijos, exige 60 dias de maturação para os queijos feitos de leite cru. Na prática, a lei proibe a comercialização dos queijos artesanais, transformando-os em produtos ilegais.

Cartaz do filme: O Mineiro e o Queijo

“Os norte-americanos querem suprimir dos mercados internacionais o queijo feito do leite cru e a lei brasileira foi claramente influenciada por eles”, explica Ratton. “Os americanos chegaram a entrar na OMS com uma ação para impedir a França de vender seus queijos do leite cru em outros países”.

A lei carece de bases científicas, já que desconsidera o clima tropical e as bactérias aqui existentes – e, assim, os 60 dias exigidos para a maturação do queijo antes da comercialização não são necessários no Brasil. “O curioso é que importamos queijos artesanais produzidos nas mesmas condições ou em condições piores de países europeus, já que temos uma cultura de higiene claramente melhor do que a deles”, pondera o historiador José Newton Meneses, responsável pelo dossiê que embasaria o tombamento do queijo artesanal mineiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e cujo depoimento faz parte de O Mineiro e o Queijo.

"O MIneiro e o Queijo" foto divulgação de Ricardo Lima

“A Universidade Federal de Viçosa tem uma série de pesquisas que mostram o nosso cuidado com o queijo e que comprovam que este é próprio para consumo já com 15-20 dias”, completa o produtor Joãozinho, outra figura importante no documentário. Esta pesquisa, aliás, foi a base para a legislação estadual de Minas, que permite a comercialização do queijo artesanal com 21 dias de maturação.

As diferenças entre as legislações Federal e Estadual é que impedem a comercialização do queijo minas artesanal fora do estado. Para estabelecer um amplo painel acerca da situação, Ratton percebeu que precisaria discutir o tema não apenas com produtores, mas também com comerciantes, consumidores, técnicos, professores e até mesmo com atravessadores. E esta decisão, claro, implicou em ampliar radicalmente as pesquisas e o enfoque do documentário.

O MINEIRO E O QUEIJO - O produtor de queijo Zé Mário em São Roque de Minas, região da Canastra Foto de Rusty Marcellini

Processo muitas vezes solitário que implica num trabalho diário que leva o produtor a permanecer cerca de quatro a cinco horas profundamente concentrado na tarefa, o fazer do queijo artesanal é uma tarefa de delicadeza e concentração. “Se o sujeito não estiver bem consigo mesmo, o queijo não fica bom. Eles mesmos dizem que isso faz a diferença”. Assim, o diretor e sua equipe registraram todas as etapas da produção do queijo artesanal nas fazendas, voltando a captá-las em uma fábrica de laticínios para estabelecer a natureza similar do processo. “Na indústria, as etapas são exatamente as mesmas, mas numa escala bem maior e em outro ritmo. E o espectador consegue perceber como os processos são idênticos, mas a relação com o queijo é outra ”.

O MINEIRO E O QUEIJO - O produtor de queijo Luciano apresenta o queijo minas canastra real em Medeiros, região da Canastra Foto de Gilberto Otero

Por outro lado, Ratton se esforçou em não pintar os laticínios como “vilões”, como antagonistas dos produtores artesanais. “É apenas uma questão de diferença; cada um tem sua preferência”.

“A Europa inteira faz queijo de leite cru e vende para o mundo. Nossos técnicossão muito retrógrados, não têm interesse em regulamentar a produção agroartesanal.Nem o governo se entende, aliás; o Ministério da Cultura trombou defrente com o da Agricultura ao tombar nosso queijo como patrimônio ao mesmotempo em que este último nos proibe de circular pelo país”.

“O Estado precisa reconhecer o valor de identidade do queijo artesanal”, defende o historiador José Meneses. “A legislação se preocupa com a pasteurização, mas está defasada. Hoje o controle é feito no rebanho, através da vacinação contra brucelose, por exemplo, que diminui significativamente o risco de contaminação do queijo. No mundo inteiro é assim, mas aqui o Estado parece não
querer gastar com fiscalização e prefere proibir. Mas como proibir algo que dá identidade cultural a um estado?”.

Responsável por um dos documentários mais importantes no histórico do movimento anti-manicomial (Em Nome da Razão), Helvécio não é um estranho ao conceito de Cinema como gatilho de movimentos sociais e políticos. “Espero que o filme provoque uma bela polêmica, que as pessoas percebam o que está acontecendo não só com o queijo artesanal, mas com outros produtos da agricultura familiar”, confessa. “Nós vamos, inclusive, fazer uma sessão na Assembleia Legislativa de Minas Gerais com debate e presença de produtores logo depois do lançamento do longa nos cinemas”.

O diretor - divulgação - foto: Ricardo Lima

Fontes:

Site Oficial do filme “O MIneiro e o Queijo”

Introdução do gado no Brasil

PDF – Queijo Artesanal de Minas- Patrimônio Cultural do Brasil – Dossiê Interpretativo

Revista de História

Free Download: Secret Stolen Kiss, by Tatá Aeroplano

allthesimplethings

I think this is my first english post ever (at least in this blog). As I noticed that I received some visitors outside Brazil (probably for the english written tags about my music posts), I decided to give my english skills a chance and give a present to all music lovers around the world.

As you may have guessed, it is a music download, but don’t panic! It is comepletely safe and legal. If you like that kind of delicate sounds with reflexive lyrics, You’ll definetely like Tatá Aeroplano. He’s made the songs for a short movie called “Eu não quero voltar sozinho” (I don’t wanna go home alone), released in 2010. Until now, this film has got 115 awards around the world, and the director and his crew used the internet tools for a massive promo work that helped grow its audience. Continuar lendo