Antonio Nóbrega – “Naturalmente” Brasileiro

“O sonho de Nóbrega, de fazer para a dança brasileira o mesmo que Villa Lobos e Radamés Gnatalli operaram para a música, não parece assim tão remoto.” escreveu Walnice Nogueira Galvão, professora titular de teoria literária e literatura comparada na Universidade de São Paulo, sobre “Naturalmente – Teoria e Jogo de uma Dança Brasileira

Ainda segundo Walnice, vem de longe o desejo de Nóbrega de apresentar publicamente algumas considerações que elaborou em seu percurso, sobre  as possibilidades da constituição de uma dança contemporânea de matrizes populares.

Fruto primoroso da relação de Nóbrega com a dança, Naturalmente une riqueza de informações ao refinamento artístico que faz deste espetáculo uma obra maior da arte brasileira.

Filho de médico, nascido em Recife -1952, aos 12 anos ingressou na Escola de Belas Artes do Recife. Foi aluno do violinista catalão Luís Soler e estudou canto lírico com Arlinda Rocha.

Com sua formação clássica, começou sua carreira na Orquestra de Câmara da Paraíba em João Pessoa, onde atuou até o final dos anos 60. Na mesma época participava da Orquestra Sinfônica do Recife, onde fazia também apresentações como solista.

Nóbrega com seu Violino, instrumento que quase fala em suas mãos.

Em 1971 Ariano Suassuna procurava um violinista para formar o Quinteto Armorial e, após ver Antônio Nóbrega tocando um concerto de Bach, lhe fez o convite que mudaria completamente sua carreira musical.

Quinteto Armorial por J. Borges - Xilogravura

Antônio Nóbrega, que até essa ocasião tinha pouco conhecimento da cultura popular, passou a manter contato intenso com todas suas expressões como os brincantes de caboclinho, de cavalo-marinho e tantos outros, que passou a conhecer e pesquisar.

O Dia que eu ví a LUZ deste artista:

Conheci o Nóbrega por acaso num festival de dança do Rio de Janeiro, em 1990, onde ele sozinho apresentou o solo: “Figural” naquele  imenso palco do Teatro Municipal. Um furacão que tirou o fôlego da platéia especializada e consumidora de Dança. Um espetáculo em que Nóbrega, sozinho no palco, muda de roupa e de máscaras para fazer uma das mais ricas demonstrações da cultura popular brasileira e mundial.

fotos de "Figural" Máscaras e adereços de Romero de Andrade LIma 1990

Foi paixão á primeira vista.  E acompanho sua carreira deste aquele iluminado dia.

Nóbrega revelou-se um fenômeno, ao conseguir unir a arte popular com a sofisticação. É, literalmente, um homem dos sete instrumentos, capaz de cantar e dançar.

Os Espetáculos

Seus principais espetáculos são: “Na Pancada do Ganzá”, “Madeira que Cupim não Rói”, “A Bandeira do Divino”, “Mateus Misterioso”, “Figural”,”Pernambuco falando para o Mundo”, “Marco do Meio Dia”, “Lunário Perpétuo” e “Nove de Frevereiro”

Site Oficial – Antonio Nóbrega

 

Foto por Marco Aurélio Olimpo

Entrevista muito bacana  feita ao Nóbrega por Marco Antonio Coelho e Aluísio Falcão:

Foto de Naturalmente - fonte: flickr do Festival

Defesa de uma dança brasileira

Por Tatiana Meira – Diário de Pernambuco
“Existe mesmo uma dança brasileira contemporânea, construída a partir de matrizes populares? Antonio Nóbrega tenta responder a este e outros questionamentos, convidando o público à reflexão em Naturalmente – Teoria e jogo de uma dança brasileira.

Em Naturalmente, Antonio Nóbrega – pernambucano morando em São Paulo há três décadas – intercala performances e números de dança com sua faceta de pesquisador da cultura popular, falando sobre as razões que o motivaram a tentar codificar uma linguagem brasileira de dança. Em cena, ele é acompanhado por duas bailarinas (Maria Eugênia Almeida, sua filha, e Marina Abib, que dividem com ele também as criações coreográficas) e oito músicos.

Diferentemente da música e da literatura, a preocupação com o segmento da dança é pequena. O Brasil precisa da base de uma cultura sólida para conseguir dialogar com outras culturas nesta grande roda cirandeira do mundo“, poetiza o dançarino, cantor, compositor e violinista.

Abertura do espetáculo onde nóbrega executa uma musica acompanhado de um vídeo com os diversos tipos e estilos de dança brasileiros, a matriz de onde ele absorveu seu trabalho.

As várias demonstrações das “Danças” brasileiras,  que assistimos no espetáculo, podem ser conferidos na série de 28 vídeos produziodos pelo Canal Futura.

“Viajando pelo Brasil, procurando conhecer e aprender os passos, gingados dos dançarinos populares, aprendemos que as danças circulam, e que o corpo informa sobre a vida de cada dançarino.”

Documentário produzido pelo Canal Futura, apresentado por Antônio Nóbrega e Rosane Almeida . confira: “Danças Brasileiras

Como a dança seduziu o músico:

Nóbrega conta que foi seduzido para a dança aos 19 anos, quando viu um Mateus, figura do bumba-meu-boi, em ação. Desde então, passou a acompanhar vários artistas populares, como os passistas de frevo, os “dançadores” de caboclinho, os ternos de zabumba com seus volteios e passos.

“Nenhuma dança tem prevalência no espetáculo, mas não deixo de ressaltar a riqueza vocabular do frevo, que revolucionou com mais amplitude a linguagem brasileira oriunda deste universo. Faço um frevo desfrevado, que é desconstruído para ser reerguido de outra maneira”, confessa Nóbrega, ao detalhar o trabalho independente que estreou em 2009. “Um dos piores danos na nossa sofrida contemporaneidade cultural é sua folclorização. Se colocamos o frevo numa estante, com roupinha estilizada e passinhos iguais, ele se enfraquece”, exemplifica.

Numa entrevista, Ariano Suassuna, diz que quando Nóbrega  tocava no quinteto, seus pezinhos não paravam de se movimentar dançando… inquieto um verdadeiro “Brincante”.

 

Apresentação de Naturalmente no Festival Internacional de Dança no Recife

Nóbrega ganhou prêmios importantes. Em 2009 a revista Bravo! escolheu Naturalmente como o melhor espetáculo de dança produzido no Brasil na primeira década do século XXI.

Não é pouca coisa né?

 

O Documentário

Em breve teremos a grata oportunidade de assistir ao documentário dirigido por Walter Carvalho que vai receber o nome de “Brincante”, reúne referências do próprio autor.

 

Naturalmente – Teoria e Jogo de uma Dança Brasileira

Direção e concepção: Antonio Nóbrega

Coreografias e atuação: Antonio Nóbrega, Maria Eugenia Almeida e Marina Abib

Figurinos: Eveline Borges

Máscaras e figurinos do espetáculo Figural: Romero de Andrade Lima

O DVD de Naturalmente, dirigido por Walter Carvalho, está a venda nas lojas do SESC SP.

Livreto que acompanha do DVD:

Um abraço “Naturalmente” Brasileiro a quem passa por aqui.

Vídeo do Lunário Perpétuo:

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Coco do Amaro Branco

O Coco do Amaro Branco é um projeto musical que envolve vários mestres e discípulos de um coco tradicional que acontece na comunidade do Amaro Branco em Olinda, há mais de 100 anos. Conheça seus mestres brincantes e conheça as belissimas fotos de Emiliano Dantas “Coco do Amaro Branco | Retratos”

Mas o que é o Coco?

Dança tradicional do Nordeste e do Norte, cuja origem é discutida: há quem acredite que tenha vindo da África com os escravos, e há quem defenda ser ela o resultado do encontro entre as culturas negra e índia. Apesar de mais freqüente no litoral, o coco teria surgido no interior, provavelmente no Quilombo dos Palmares, a partir do ritmo em que os cocos eram quebrados para a retirada da amêndoa. A sua forma musical é cantada, com acompanhamento de um ganzá ou pandeiro e da batida dos pés. Também conhecido como samba, pagode ou zambê (quando é tocado no tambor de mesmo nome), o coco originalmente se dá em uma roda de dançadores e tocadores, que giram e batem palmas. A música começa com o tirador de coco (ou coqueiro), que puxa os versos, respondidos em seguida pelo coro. A forma é de estrofe-refrão, em compassos 2/4 ou 4/4.

Muitas são as variações do coco espalhadas pelo Nordeste: agalopado, bingolé, catolé, de roda (um dos mais primitivos), de praia, de zambê, de sertão, desafio, entre outros. Muitos deles caíram em desuso, por causa das influências culturais urbanas e da repressão das autoridades (há um grau de erotismo embutido nas danças), mas ainda são praticados nas festas juninas. Um dos cocos mais populares é o de embolada, que se caracteriza pelas curtas frases melódias repetidas várias vezes em cadência acelerada, com textos satíricos (quase sempre improvisados, em clima de desafio) onde o que importa é não perder a rima.

Um dos artistas mais célebres do coco foi o paraibano Jackson do Pandeiro, que começou acompanhando a mãe nos cocos tocando zabumba. Sua carreira fonográfica começou em 1953, em Recife, com o coco Sebastiana, o primeiro de muitos que viria a gravar, acabando por tornar o estilo (e tantos outros da música nordestina) conhecido no Sudeste. Mais tarde, nomes como Bezerra da Silva e Genival Lacerda também se valeriam do gênero. Celebrado por muitos dos artistas da MPB, como Gal Costa (que gravou Sebastiana), Gilberto Gil e Alceu Valença, o coco seria redescoberto nos anos 90 em Recife, pela via do mangue beat, através do trabalho de grupos como Chico Science & Nação Zumbi e Cascabulho. Eles chamaram a atenção para artistas recifenses contemporâneos, mais próximos da raiz musical, como Selma do Coco, Lia de Itamaracá e Zé Neguinho do Coco. Continuar lendo

Os Reis estão em festa, é só abrir a porta e receber a bandeira em sua morada.

O Celophane Cultural abre suas portas pra receber uma tradição vinda de Portugal, mas que logo tomou formas brasileiras. Uma Folia, daqueles que foram a Belém levar os presentes pro menino Jesus, Aqui em nossa tradição, eles vem festejando pelas ruas, com um mestre, uma banda, estranhos palhaços e uma bandeira carregada de simbologias e religiosidade.

 

Foto de Capitão da Folia - com sua farda: Gui Christ - site: Hoje é dia de Folia

De onde vem esta tradição:

Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações do culto católico do Natal, trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país tanto no interior como nas grandes capitais.

Na tradição católica, a passagem bíblica em que o menino Jesus foi visitado por reis magos, converteu-se na tradicional visitação feita pelos três “Reis Magos”, denominados Melchior, Baltasar e Gaspar, os quais passaram a ser referenciados como santos a partir do século VIII.

Natal - RN - Monumento em homenagem aos Reis Magos na cidade de Natal. Foto: Patrick-br

Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de Janeiro que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal. No estado do Rio de Janeiro, os grupos realizam folias até o dia 20 de Janeiro, dia de São Sebastião e padroeiro do Estado.

Bandeira de Folia de Reis com imagem de São sebastião no Rio de Janeiro -site da prefeitura de muqui

Na cultura tradicional brasileira a Folia ganhou força especialmente no século XIX e mantém-se viva em muitas regiões do país, sobretudo nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, dentre outros.

A Folia Brasileira

No Brasil a visitação das casas é feita por grupos organizados, muitos dos quais motivados por propósitos sociais e filantrópicos. Cada grupo, chamado em alguns lugares de Folia de Reis, em outros Terno de Reis, é composto por músicos tocando instrumentos, em sua maioria de confecção caseira e artesanal, como tambores, reco-reco, flauta e rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e do acordeão, também conhecida em certas regiões como sanfona, gaita ou pé-de-bode.

Folia de Reis em Piabetá - RJ menino membro da Folia beija a fita da Bandeira, ato simbólico de devoção - Foto Gui Christ - Site: Hoje é dia de Folia

Além dos músicos instrumentistas e cantores, o grupo muitas vezes se compõe também de dançarinos, palhaços e outras figuras devidamente fardadas segundo as lendas e tradições locais. Todos se organizam sob a liderança do Capitão da Folia e seguem com reverência os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais de inquestionável beleza e riqueza cultural.

Musicos da Folia - Foto: Ratão Diniz

As canções são sempre sobre temas religiosos, com exceção daquelas tocadas nas tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde acontecem animadas festas com cantorias e danças típicas regionais, como catira, moda de viola e cateretê. Contudo ao contrário dos Reis da tradição, o propósito da folia não é o de levar presentes mas de recebê-los do dono da casa, em troca por graça alcançada. Os foliões são recebidos durante a madrugada com doações e fartas mesas com comes e bebes.

Folia Sagrada Família, bandeireira e o altar onde a bandeira fica guardada durante todo o ano. Foto: Gui Christ - site: Hoje é dia de folia.

A Bandeira

O costume de usar bandeiras ou estandartes em cortejos e procissões rituais no Brasil, também vem de Portugal, muito usado nas corporações de ofícios medievais, irmandades religiosas, e companhias militares.

Câmara Cascudo diz que a palavra bandeira vem de “bando, bandaria, grupo sob o mesmo simbolo”.

Na Folia de Reis, a bandeira é um objeto “Sagrado” guardado e cuidado na sede da Folia por uma Bandeireira, res´ponsável pelo sua manutenção. Geralmente ela fica sobre um altar todos os dias do ano e só sai para a Folia.

Sempre com a imagem de Santos, S. Sebastião, menino Jesus etc etc… são enfeitados e cobertos por fitas coloridas. A bandeira carrega o “fundamento” da Folia e é responsável pelas graças alcançadas.

Ao visitar uma casa, a Bandeira guia a folia e é a primeira a entrar sendo oferecida ao dono da casa  (devoto)  que permanece com ela todo o tempo da visita dos foliões. Um dos gestos mais conhecidos de fé ao poder da bandeira é beijar ou passar suas fitas pelo corpo, ou ainda amarrar dinheiro nelas.

O Palhaço e a dona da casa - Foto Gui Christ - Site: Hoje é dia de Folia

Os Palhaços

Um dos personagens mais curiosos das Folias e que sempre me chamaram a atenção, pela força plástica,  são os mascarados palhaços. Estes personagens prinicpais das folias, carregam a missão de vertir as máscaras e representar estes personagens, muitas vezes por cumprimento de uma promessa aos reis. Eles fazem parte do fundamento religioso entre a Bandeira e a máscara, o sagrado e o profano.

Palhaço diante do altar - foto Gui Christ - site: Hoje é dia de folia

Ao sair para a folia o ato da colocação da máscara representa todo um ritual que deve ser cumprido á risca diante da Bandeira, reforçando a missão que por vezes dura sete anos, sem poder ser quebrada.

O corpo de quem carrega a máscara também rompe barreiras físicas, pois as acrobacias cambalhotas e piruetas que fazem parte de uma  virtuosa apresentação, por vezes absurdas mostrando assim o grau de dedicação e devoção daquele que o carrega.

As máscaras e fardas sempre com um tom grotesco são consideradas contagiosas, pois só devem ser manipuladas e guardadas por aquele que as utiliza, carregam uma carga mágico-religiosa muito fortes.

Os palhaços das Folias representam também os guardas de Herodes. Quando Herodes ficou sabendo que ía nascer o novo Rei, que havia sido enviado, pela profecia, Herodes, ordenou seus guardas correrem o mundo atrás do salvador. Quando Jesus nasceu Herodes então mandou matar todas as crianças e essa matança representa isso, a própria máscara representa essa coisa demoníaca, o diabo, o assassino do menino Jesus. O mais interessante é que Jesus os converteu  no decorrer da história.

Palhaço fazendo acrobacias - Foto: Gui Christ - Site: Hoje é dia de folia

“Os bons palhaços não só das Folias precisam de força espiritual, malandragem, vivência e malícia. Caso contrário são engolidos.”                              Inimar dos Reis

Encontro nacional de Folia de Reis em Muqui – ES

O Encontro  é uma seqüência do Torneio de Folias iniciado em 1950 na cidade de Muqui, sul do Espírito Santo. O Encontro reúne grupos folclóricos do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, e acontece há 60 anos. É o maior e o mais antigo encontro do gênero no Brasil.

Atualmente, o evento tem características de encontro, o que significa que não há disputa entre os grupos. Assim, promove-se a difusão da cultura popular, além do belíssimo espetáculo cênico oferecido aos turistas, durante as apresentações das Folias no Sítio histórico.

Foliões na praça central da cidade - Casarão histórico e Igreja matriz ao fundo - foto: Ériton Berçaco

O festejo acontece durante todo o dia. Pela manhã, os grupos folclóricos chegam e há o chamado congraçamento, uma espécie de cumprimento, saudação entre os foliões. À tarde, por volta das 16h as folias saem pela rua e cantam em diversas casas, incluindo casarões do sítio histórico. Depois há a bênção das folias na Igreja Matriz, um dos pontos altos do Encontro.

No evento, que tem data móvel, os grupos, vestidos com roupas coloridas, cantam e tocam instrumentos musicais. É uma grande festa folclórica e religiosa. Turistas de várias regiões visitam a cidade, atraídos pela riqueza cultural ou por pura fé cristã. Seja por um, por outro, ou por ambos motivos, o que importa é que vale a pena conhecer este Encontro cheio de cor, música e energia positiva.

Além da festa, a cidade reúne o maior número de imóveis tombados pelo patrimônio histórico estadual. Os 200 Casarões de Muqui compõem o maior sítio histórico do Espírito Santo. No encontro anual, as folias e a arquitetura local se harmonizam. É a tradição popular dando vida ao que restou do império dos barões do café na bela e acolhedora Muqui.

Infelizmente as chuvas de Dezembro causaram enchentes na bela cidade provocando pânico na cidade com algumas destruições e acidentes. Acompanhe pelo site:
http://www.muqui.es.gov.br/

Encontro de Folia de Reis em Muqui – ES

Vamos pedir aos Reis que olhem pelo nosso patrimônio castigado pela natureza.

Fontes:

Fotos: Gui Chsit

Site: www.guichrist.com

Blog dia de folia

Flickr: www.flickr.com/photos/gui_c

Fotos: Rodrigo Gavini – www.rodrigogavini.wordpress.com

Site Overmundo – http://overmundo.com.br

Wikipedia: wikipedia

“A Bandeira e a Máscara – A circulação de objetos rituais nas folias de reis” – Daniel Bitter

Blog Os Palhaços do nosso Povo: http://ospalhacosdonossopovo.blogspot.com/

www.imaterial.org