Sonhando em Brennand

DSC00574big

Este é um dos meus lugares preferidos na Terra. Aliás, nem parece que você está no planeta. Esculturas e construções erguidas a partir do barro, o elemento número um da mitologia acerca da criação da vida. Toda esta arte de cerâmica saiu da mente de Francisco Brennand, artista pernambucano que nos tira da realidade a cada obra finalizada.

Para quem ficou curioso e tiver a fim de visitar, é só pegar mais informações no site oficial: http://www.brennand.com.br/

CREDITO

Anúncios

Capibaribe, o rio invisível

 

Milhares de pessoas passam pelas pontes do Recife e têm estas estruturas como alguns dos símbolos mais marcantes da cidade. Só que a razão da existência delas deveria ser mais valorizada. Infelizmente, o crescimento urbano desorganizado joga fora o potencial de mobilidade, paisagismo e diversão que o Rio Capibaribe poderia oferecer.

Uma boa pedida é aproveitar os barzinhos que existem em suas encostas, e se familiarizar com a luta diária das comunidades que dele dependem para viver. Que tal pegar um final de semana e conhecer?

Lookbook Hellcife

Quem disse que cajumanga também não é moda? Aqui tem moda, sim senhor e sim senhora, mas sinceramente, quem em sã consciência vai querer usar haute couture no calor de 30° de Hellcife?

Em uma cidade em que você sai arrasando de casa, para daqui a dez minutos chegar na parada de ônibus mais acabado que Amy Winehouse em fim de balada, a pedida é ser o mais confortável possível. Mas como a gente não pode andar com a roupa que dormimos, a parada é aliar peças básicas pra ganhar tempo e enfrentar o ruge-ruge de todos os dias.

O alagoano de nascimento e pernambucano por opção Lucas Mello, já sacou a vibe da cidade e não dispensa cinco itens: Um par de Converse All Star, bermuda leve, camiseta básica, mochila para carregar suas barras de cereais, água e apetrechos de trabalho, e claro, fones de ouvido, por que ninguém é obrigado a aturar a parada de sucessos (not) do busão, com disputa de celulares e MP3 Players dos passageiros.

Ah! Não esqueça de proteger seus olhos com os indefectíveis óculos escuros. E não, não compre do camelô, se você tiver amor à sua saúde ocular.

Compre música com tweets

A Orquestra Contemporânea de Olinda acaba de lançar seu disco novo, “Pra Ficar”. Programados para integrar as atrações do Mimo, a Mostra Internacional de Música de Olinda, onde devem apresentar o álbum ao vivo em Setembro, os integrantes resolveram apostar suas fichas numa nova forma de “comercialização” de música. As aspas aqui utilizadas vêm do fato que a moeda utilizada no consumo desta arte ultrapassa o valor monetário, através do uso da plataforma “Pague com um Tweet”.

A iniciativa é um sistema de pagamento social, onde o autor oferece algo para as pessoas e elas pagam por isso, divulgando em suas redes socias. Ao clicar no ícone do arquivo para download, o internauta é  “cobrado(a)” automaticamente, através de um redirecionamento ao serviço que ele preferir: Twitter ou Facebook. Este aplicativo funciona da mesma forma que os joguinhos e testes que precisam de nossa autenticação para que funcionem nas plataformas que utilizamos. Assim que você opta por uma delas, todos os seus amigos serão avisados que você obteve o novo disco / ensaio / livro / whatever do artista, de forma simples e justa!

Esta idéia subverte a prática do download livre, tão combatido e demonizado pela indústria fonográfica. Se antes, internautas simplesmente catavam links, baixavam conteúdo e a coisa ficava por isso mesmo, com esta idéia eles pelo menos fazem o mínimo para que a banda alcance uma gama maior de divulgação. Em uma analogia simplista, é o mesmo que você se oferecer para lavar a louça em retribuição ao almoço servido.

Então, prontos para baixar música boa de forma rápida, legalizada e feliz?

Acesse o site oficial da banda: http://orquestraolinda.com.br/

E se você gostaria de “vender” e promover a sua arte por módicos e poderosos tweets ou feicebuqueadas, crie a sua conta no “Pague com um Tweet”, no site oficial: http://www.paguecomtweet.com.br/

Lampião invade os palcos em grande estilo

E mais um ícone da cultura popular nordestina entra para o calendário oficial das artes cênicas do Brasil. O espetáculo teatral “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” presta homenagem a Virgolino Ferreira da Silva, pernambucano de Serra Talhada, que durante 19 anos reinou no sertão nordestino, dando origem a diversas histórias controversas que o fizeram um mito. Mistura de justiceiro com fora-da-lei, Lampião é um legítimo anti-herói do imaginário popular que ainda hoje é muito presente na cultura dos lugares por onde passou.

A peça terá seu lançamento oficial no próximo dia 06 de julho (sexta-feira), no Teatro de Santa Isabel, em Recife. A ocasião reunirá atores, produtores e autoridades para a apresentação do projeto, que chama para si a missão de reunir nomes consagrados do circuito cênico local, no desenvolvimento de uma obra ao ar livre nos mesmos moldes da Paixão de Cristo e a Batalha dos Guararapes. A peça, de Anildomá Willans de Souza, terá a batuta do ator e diretor José Pimentel, que possui larga experiência em encenações do gênero (foi o protagonista da Paixão encenada em Nova Jerusalém por 18 anos e atualmente estrela a versão recifense).

A obra será encenada na Estação do Forró, em Serra Talhada, município do interior pernambucano, entre os dias 25 e 29 de julho e terá acesso gratuito e aberto ao público. A história apresentada irá mesclar fatos históricos da vida de Lampião, com casos dos mitos populares construídos a seu respeito, culminando com a sua morte na emboscada de Angico. Entre os destaques revisitados, estão os conflitos com o primeiro inimigo José Saturnino, seu encontro com Padre Cícero e a traição de Pedro de Cândida, acompanhados de uma série de efeitos visuais e trilha sonora.

O espetáculo integra a programação do Encontro Nordestino de Xaxado e do Tributo a Virgolino – A Celebraçao do Cangaço, realizados no mesmo período, cuja programação pode ser conferida no blog oficial da Fundação de Cultura Cabras de Lampião: http://pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com.br.

O projeto “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” foi aprovado em parceria pela Funarte / Ministério da Cultura, e é realizado pela Fundação Cultural Cabras de Lampião, filiada à ARTEPE (Associação de Realizadores de Teatro de Pernambuco).

Mais informações pelos telefones :  (81) 9945-7073  / 8850-8011  / 9381-1768

Olinda vai à Cuba pelo Coco de Roda

O Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, desenvolvido pela Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) do Ministério da Cultura, contribuiu esta semana com mais um passo na divulgação da diversidade artística brasileira. No último sábado (30/06), o grupo pernambucano de coco de roda A Cocada, originário da comunidade de Amaro Branco, em Olinda, viajou para Cuba, como único representante brasileiro convidado a participar do 32º Festival del Caribe, também conhecido como “Fiesta del Fuego”, um evento que desde 1981 reúne todas as manifestações culturais, científicas e literárias latinas, homenageando um país da comunidade a cada ano.

O país foi homenageado por duas vezes, em 1988 e 1997. A cultura de Pernambuco recebeu destaque na edição de 2010, dividindo os olhares com as expressões populares de Curazao. Na ocasião, o grupo de coco foi convidado, mas não pôde se apresentar devido à dificuldades relacionadas aos recursos para as passagens aéreas.

Washington Felipe, integrante da Cocada, afirma que a viagem será uma oportunidade para que o grupo adquira novos conhecimentos e estabeleça parceria com outros coletivos artísticos: “já almejávamos ir ao exterior, porém não encontrávamos os meios para realizar este contato mais próximo com artistas de outros países. Esperamos poder estreitar os laços com outros músicos e agentes culturais, para trocar idéias e experiências que tragam crescimento para os dois povos”, afirmou.

A 32ª edição do Festival del Caribe – Fiesta del Fuego é realizada em Santiago de Cuba, de amanhã (03/07) até a próxima segunda-feira (09/07). A Cocada fará uma apresentação em palco e outra em cortejo, mostrando composições de coco, caboclinho, maracatu, ciranda, afoxé e samba de roda. O evento começa amanhã e vai até a próxima segunda-feira. Para o grupo, a participação nesta edição do evento terá um gosto especial: Este ano, tanto Olinda quando Cuba comemoram 30 anos dos Titulos de Patrimônio Histórico concedido pela Unesco.

No seu retorno ao Brasil, o grupo promoverá um seminário, apresentando o resultado de sua ida à Cuba, com idéias e experiências a serem desenvolvidas em sua comunidade.

A jornada cubana da Cocada e os seus próximos trabalhos podem ser acompanhados via Facebook, na fanpage oficial do grupo. A rápida entrevista pode ser ouvida clicando nos links abaixo.

Inverno Colorido

A recifense Marina Suassuna carrega um quê de regional no sobrenome e no estilo ao se vestir. A moça é um desses exemplos que mostram a possibilidade de combinar modernidade e romantismo num mesmo visual.

Atenção para os cabelos, aqui: eles são uma peça importante na composição do visual. A familiaridade com o mormaço da capital pernambucana (mesmo durante as chuvas) uniu o útil ao agradável: Marina deixa seus cabelos bem curtos, emoldurando seu rosto com um corte moderno e assimétrico.

Não sabemos se foi proposital, mas o fato é que o corte é um perfeito exemplo de equilíbrio, ao não chamar mais atenção que a dona dos fios, contribuindo para ressaltar seus outros predicados, ao emoldurar e valorizar o olhar expressivo.

Em contrapartida, estão as flores e laços do vestido, compondo um visual romântico e ao mesmo tempo irreverente e versátil, pronto para encarar desde um dia na faculdade, como uma exposição ou happy hour com os amigos logo após.

O visual de Marina é um amálgama dos dois arquétipos femininos conflitantes: de um lado, a mulher de antigamente, com sua meiguice, suas curvas, nuances e cores. Do outro, aquela que adora o cabelo, mas que não quer perder muito tempo com ele e outros detalhes, por que tem um mundo inteiro pra conquistar e pouco tempo para fazê-lo.

É nesse contexto que o corte de cabelo moderno e o vestido romântico fazem todo o sentido: ambos são práticos de usar e dependendo do modelo e das cores, podem se tornar fatores coringa na sua apresentação visual.

Dona de um estilo antropofágico cultural, Marina alimenta seu vestuário a partir de três fontes: artes visuais, livros e música. Completamente antenada com as últimas (e garimpadora das velhas) tendências, ela prova que moda e bagagem cultural têm tudo a ver, basta dar uma volta pelos bares, galerias, teatros e livrarias para construir a sua própria paleta de cores e texturas.

Nas cores e formas adotadas por Marina, você vai encontrar Marisa Monte, Céu, Silvia Machete e Vanessa da Mata, só para citar algumas mulheres fortes e ao mesmo tempo delicadas.

Feliz dia do Meio Ambiente.

5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente, estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972, na ocasião da abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.

Celebrado anualmente desde aquele ano, o Dia Mundial do Meio Ambiente chama a atenção e reinvidica a ação política de povos e países para o aumento da conscientização e a preservação ambiental.

O fotógrafo Juliano da Hora publica em seu blog durante esta semana, uma série de imagens fortes que dialogam com a beleza da relação tumultuada entre a natureza e o homem, cujas ações precisam ser revistas antes que a nave planeta Terra entre em pane de uma vez.

Juliano acredita que a arte é uma ferramenta efetiva na construção de uma consciência mais crítica a respeito do homem e do mundo.

De acordo com o fotojornalista, “a proposta é seguir pela cidade durante a semana e captar a beleza presente no paradoxo que é a degradação de um espaço público. Estes locais poderiam ter uma utilidade mais efetiva no desenvolvimento dos cidadãos, a partir de ações que combinassem tecnologia, sustentabilidade e cultura. Por ouro lado, fico feliz de observar a força da natureza que retoma seu território numa luta sutil. Esta é a forma dela nos mandar o seguinte recado: Eu nunca deixei de olhar e insistir em guardar o que é meu. E o que vocês, que são meus filhos, estão fazendo pela nossa casa?”

Confira o ensaio completo de Juliano da Hora em seu blog: julianodahora.wordpress.com

Antonio Nóbrega – “Naturalmente” Brasileiro

“O sonho de Nóbrega, de fazer para a dança brasileira o mesmo que Villa Lobos e Radamés Gnatalli operaram para a música, não parece assim tão remoto.” escreveu Walnice Nogueira Galvão, professora titular de teoria literária e literatura comparada na Universidade de São Paulo, sobre “Naturalmente – Teoria e Jogo de uma Dança Brasileira

Ainda segundo Walnice, vem de longe o desejo de Nóbrega de apresentar publicamente algumas considerações que elaborou em seu percurso, sobre  as possibilidades da constituição de uma dança contemporânea de matrizes populares.

Fruto primoroso da relação de Nóbrega com a dança, Naturalmente une riqueza de informações ao refinamento artístico que faz deste espetáculo uma obra maior da arte brasileira.

Filho de médico, nascido em Recife -1952, aos 12 anos ingressou na Escola de Belas Artes do Recife. Foi aluno do violinista catalão Luís Soler e estudou canto lírico com Arlinda Rocha.

Com sua formação clássica, começou sua carreira na Orquestra de Câmara da Paraíba em João Pessoa, onde atuou até o final dos anos 60. Na mesma época participava da Orquestra Sinfônica do Recife, onde fazia também apresentações como solista.

Nóbrega com seu Violino, instrumento que quase fala em suas mãos.

Em 1971 Ariano Suassuna procurava um violinista para formar o Quinteto Armorial e, após ver Antônio Nóbrega tocando um concerto de Bach, lhe fez o convite que mudaria completamente sua carreira musical.

Quinteto Armorial por J. Borges - Xilogravura

Antônio Nóbrega, que até essa ocasião tinha pouco conhecimento da cultura popular, passou a manter contato intenso com todas suas expressões como os brincantes de caboclinho, de cavalo-marinho e tantos outros, que passou a conhecer e pesquisar.

O Dia que eu ví a LUZ deste artista:

Conheci o Nóbrega por acaso num festival de dança do Rio de Janeiro, em 1990, onde ele sozinho apresentou o solo: “Figural” naquele  imenso palco do Teatro Municipal. Um furacão que tirou o fôlego da platéia especializada e consumidora de Dança. Um espetáculo em que Nóbrega, sozinho no palco, muda de roupa e de máscaras para fazer uma das mais ricas demonstrações da cultura popular brasileira e mundial.

fotos de "Figural" Máscaras e adereços de Romero de Andrade LIma 1990

Foi paixão á primeira vista.  E acompanho sua carreira deste aquele iluminado dia.

Nóbrega revelou-se um fenômeno, ao conseguir unir a arte popular com a sofisticação. É, literalmente, um homem dos sete instrumentos, capaz de cantar e dançar.

Os Espetáculos

Seus principais espetáculos são: “Na Pancada do Ganzá”, “Madeira que Cupim não Rói”, “A Bandeira do Divino”, “Mateus Misterioso”, “Figural”,”Pernambuco falando para o Mundo”, “Marco do Meio Dia”, “Lunário Perpétuo” e “Nove de Frevereiro”

Site Oficial – Antonio Nóbrega

 

Foto por Marco Aurélio Olimpo

Entrevista muito bacana  feita ao Nóbrega por Marco Antonio Coelho e Aluísio Falcão:

Foto de Naturalmente - fonte: flickr do Festival

Defesa de uma dança brasileira

Por Tatiana Meira – Diário de Pernambuco
“Existe mesmo uma dança brasileira contemporânea, construída a partir de matrizes populares? Antonio Nóbrega tenta responder a este e outros questionamentos, convidando o público à reflexão em Naturalmente – Teoria e jogo de uma dança brasileira.

Em Naturalmente, Antonio Nóbrega – pernambucano morando em São Paulo há três décadas – intercala performances e números de dança com sua faceta de pesquisador da cultura popular, falando sobre as razões que o motivaram a tentar codificar uma linguagem brasileira de dança. Em cena, ele é acompanhado por duas bailarinas (Maria Eugênia Almeida, sua filha, e Marina Abib, que dividem com ele também as criações coreográficas) e oito músicos.

Diferentemente da música e da literatura, a preocupação com o segmento da dança é pequena. O Brasil precisa da base de uma cultura sólida para conseguir dialogar com outras culturas nesta grande roda cirandeira do mundo“, poetiza o dançarino, cantor, compositor e violinista.

Abertura do espetáculo onde nóbrega executa uma musica acompanhado de um vídeo com os diversos tipos e estilos de dança brasileiros, a matriz de onde ele absorveu seu trabalho.

As várias demonstrações das “Danças” brasileiras,  que assistimos no espetáculo, podem ser conferidos na série de 28 vídeos produziodos pelo Canal Futura.

“Viajando pelo Brasil, procurando conhecer e aprender os passos, gingados dos dançarinos populares, aprendemos que as danças circulam, e que o corpo informa sobre a vida de cada dançarino.”

Documentário produzido pelo Canal Futura, apresentado por Antônio Nóbrega e Rosane Almeida . confira: “Danças Brasileiras

Como a dança seduziu o músico:

Nóbrega conta que foi seduzido para a dança aos 19 anos, quando viu um Mateus, figura do bumba-meu-boi, em ação. Desde então, passou a acompanhar vários artistas populares, como os passistas de frevo, os “dançadores” de caboclinho, os ternos de zabumba com seus volteios e passos.

“Nenhuma dança tem prevalência no espetáculo, mas não deixo de ressaltar a riqueza vocabular do frevo, que revolucionou com mais amplitude a linguagem brasileira oriunda deste universo. Faço um frevo desfrevado, que é desconstruído para ser reerguido de outra maneira”, confessa Nóbrega, ao detalhar o trabalho independente que estreou em 2009. “Um dos piores danos na nossa sofrida contemporaneidade cultural é sua folclorização. Se colocamos o frevo numa estante, com roupinha estilizada e passinhos iguais, ele se enfraquece”, exemplifica.

Numa entrevista, Ariano Suassuna, diz que quando Nóbrega  tocava no quinteto, seus pezinhos não paravam de se movimentar dançando… inquieto um verdadeiro “Brincante”.

 

Apresentação de Naturalmente no Festival Internacional de Dança no Recife

Nóbrega ganhou prêmios importantes. Em 2009 a revista Bravo! escolheu Naturalmente como o melhor espetáculo de dança produzido no Brasil na primeira década do século XXI.

Não é pouca coisa né?

 

O Documentário

Em breve teremos a grata oportunidade de assistir ao documentário dirigido por Walter Carvalho que vai receber o nome de “Brincante”, reúne referências do próprio autor.

 

Naturalmente – Teoria e Jogo de uma Dança Brasileira

Direção e concepção: Antonio Nóbrega

Coreografias e atuação: Antonio Nóbrega, Maria Eugenia Almeida e Marina Abib

Figurinos: Eveline Borges

Máscaras e figurinos do espetáculo Figural: Romero de Andrade Lima

O DVD de Naturalmente, dirigido por Walter Carvalho, está a venda nas lojas do SESC SP.

Livreto que acompanha do DVD:

Um abraço “Naturalmente” Brasileiro a quem passa por aqui.

Vídeo do Lunário Perpétuo:

Os “Caminhos do santo” e a peregrinação para São Paulo

Como “Caminhei” até os santos

Em uma das minhas visitas a Recife conheci o simpático Museu de Arte Popular de Recife, assunto que muito me interessa, e visitei a Exposição: “Os Caminhos do santo” (sim com “s” minúsculo) e foi amor a primeira vista. Conheci a Marcela Wanderlei a jovem coordenadora da instituição e curadora da mostra que faz um recorte do belissimo acervo do MAP com a contribuição de algumas peças do Museu do Homem do Nordeste. Logo me veio a cabeça: temos que levar esta riqueza pra São Paulo. Uma amizade e encantamento pela pessoa da Marcela fez com que uma parceria se estabelecesse e a mostra  “Caminhos do santo” está disposta a  peregrinar em direção a São Paulo.

O MAP

O Museu de Arte Popular, localizado no Pátio de São Pedro – Recife – PE, possui um acervo representativo de todos os estados do Nordeste do Brasil. Obras com alta carga expressiva, que refletem as vivências, a imaginação e a memória do(s) povo(s).

Páteo de São Pedro - Local de inumeras manifestações Culturais em Recife Foto: Leão Barros, Sandra Augusta


A Religiosidade Popular

Na religiosidade popular, as práticas de comunicação e reafirmação do relacionamento com o sagrado nos permitem vislumbrar como os romeiros, os devotos vivenciam suas experiências cotidianas e as relacionam com um imaginário devocional e de proteção historicamente situado.

Detalhe da Exposição: Foto Jefferson Duarte

Experiências religiosas como a verificada em torno do Padre Cícero, o processo de sacralização dos espaços e do cotidiano, articulado aos símbolos, rituais e mitos fundantes de uma crença, desenham comportamentos, indicando referências e apontando uma ética que se desdobra em narrativas: cruzes de estrada, ex-votos, os santeiros da madeira, a heresia dos santos de barro, a fé, um emaranhado de leituras que compreende um forte veio da cultura e o Museu de Arte Popular, de acordo com o acervo que possui, não poderia se furtar a passear por este que é um dos muitos caminhos que alimentam e refletem a biografia da arte. Continuar lendo